Especial Louis Tomlinson | Happy Birthday Tommo!

segunda-feira, dezembro 29, 2014 | | |

 Estava indo tudo bem na minha vida. Meus fiéis amigos, boas notas, último ano da escola glória ao Pai, Senhor. Amém, um bom relacionamento familiar. Claro que tudo isso continuam bons, mas de um jeito que eu não esperava. Ela apareceu e virou minha mente de cabeça para baixo. Isso deveria ser bom, se apaixonar, porém há um problema maior:

 Ela estar junto do meu irmão.

~ // ~

 Cheguei em casa, subi para o quarto correndo e joguei a sacola com novos vídeos games na cama. Iria sair de novo se não fosse pela linda e doce voz da minha mãe.

- Onde pensa que vai, mocinho? - ela tinha as mãos na cintura.

- Mãe, já sou bem grandinho. Você deve saber o que garotos da minha idade fazem.

- Claro que sei... Mas esqueceu que seu irmão está vindo hoje? Preciso deixar tudo arrumado, o jantar pronto... Será que dá para me ajudar a terminar? - disse em tom dramático.

- Para que tudo isso? - indaguei franzindo as sobrancelhas. - Ele vem aqui uma vez por mês e nunca teve nada disso.

- Desta vez é diferente, ele vai trazer sua nova namorada. E nós queremos causar boa impressão, certo? - murmurei um "é, pode ser" desanimado. - Venha me ajudar a terminar e estará livre a tarde toda com os seus amigos. Dei um longo suspiro e a segui até a cozinha.

[...]

 Bruno veio para cima de mim, fiz um drible e dei uma sainha nele, continuei pelo campo. Rony pulava feito uma gazela do outro lado, pedindo a bola. Chutei alto para ele que matou de peito correu em direção ao gol e chutou.

- AEEE CARALHO! - saiu gritando e veio comemorar o gol comigo. - Bom passe, bro - fizemos um toque e corremos para o meio do campo para iniciarmos de novo o jogo.

 O outro time começou, Ben roubou a bola deles e passou para mim. Sai em disparada para a grande área, já que o campo não era tão grande assim, e fui derrubado por um carrinho. O pé do garoto veio bem na minha canela e eu cai quase de cara na terra.

- Falta! ISSO AI É FALTA JUIZ!

- Eu vi, Oliver. Não sou cego! - Julian bufou. Ele fazia o papel de juiz e veio dar a falta que o Bruno cometeu em mim.

- Desculpa ai, Louis - disse Bruno,

- Sem problemas - aceitei sua ajuda para levantar, mas minha canela ainda doía. Olhei de relance para o relógio no pulso de Julian. - Hey! - gritei para os do meu time. - Tem alguém para entrar no meu lugar?

- Ahh, Louis, você não vai sair porque levou um carrinho, né? - Ben revirou os olhos.

- Óbvio que não. Já está escurecendo, tenho que ir antes que meu irmão chegue e minha mãe dê um chilique - bufei.

- Boa sorte - Rony disse rindo, e acabei soltando um risinho também. - Nós vamos chamar o Liam para jogar. Até mais!

- Até! - fiz um toque com cada um e sai do campo que era fora do ginásio municipal da cidade. Fui para dentro para beber um pouco d'água. Eu estava grudando de suor, vou ter que tomar um banho quando chegar em casa. Me debrucei sobre o bebedouro e vi um garoto vir em minha direção.

- Hey, Louis, posso ir para casa com você? Liam está jogando e sei que minha mãe vai me matar se pensar que eu estava andando sozinho de noite - Niall era um garoto de 9 anos, irmão de Liam. Ele é bem legal apesar de já querer fazer as coisas que garotos de 17 fazem.

- Claro - me endireitei e limpei a água que escorria pelo queixo. Coloquei minha camisa no ombro esquerdo e saímos do ginásio.

- Sabe, quando eu crescer mais um pouco, vou querer jogar futebol muito bem como você e fazer sucesso com as garotas também.

- Eu faço sucesso com as garotas? - coloquei a mão em suas costas para atravessarmos a rua.

- Aham! - ele deu um pulo. - Não tem aquelas garotas que estavam assistindo vocês jogarem? - assenti. - Eu estava perto delas e dava para ouvir o que elas falavam. Diziam que você é muito gostoso e forte. Quando você se abaixou para alongar, elas falaram que sentem inveja da sua bunda, que ela é uma delícia - arregalei os olhos -, e que nem queriam imaginar o que você pode fazer com uma garota no - tapei sua boca e ele completou "quarto" abafado pela minha mão.

- Você não devia ficar perto dessas garotas ouvindo esse tipo de conversa - o soltei.

- Por quê?

- Não é para a sua idade ainda. Você é muito pequeno - ele apenas me olhou desconfiado, mas depois sorriu. Continuamos o resto do caminho com ele falando sobre várias outras coisas, ele é bem tagarela e não perde o fôlego fácil.

 O deixei na casa dele, que era na mesma rua que a minha. Parei antes quando vi um carro preto na frente ao meu portão. Neguei com a cabeça, Luan já deve ter chegado. Deu um suspiro e fui em direção a casa. Como a porta já estava aberta, eu só a empurrei e dei de cara com uma garota.

- Desculpa, eu não te... Vi... - falei devagar a reparando. Quem é ela? Nunca a tinha visto nem aqui no bairro.

- N-ão tem problema. Eu só vou ali no carro. Desculpa - disse baixo e saiu. Eu hein, o que deu nela?

 Fui para o meu quarto, peguei uma calça jeans, uma regata branca e uma box. Entrei no banheiro do corredor, coloquei tudo na pia e entrei no boxe do chuveiro. Liguei o mesmo e senti minha postura e músculos relaxarem na água quente. Encostei as costas na parede, me permitindo relaxar ao máximo, só ai que me lavei sai do banho.

 Me troquei e penteei o cabelo, me encarei no espelho do armário, fiz um bico e sai do banheiro. Ouvi vozes e risos vindos da cozinha, entrei em meu quarto, coloquei minha touca vermelha e caminhei até lá. Meu irmão, Luan, minha mãe e aquela garota da porta. Assim que ela me viu, olhou para baixo, tímida.

- Não ouvi você chegando, Louis - minha mãe parou de rir e veio me dar um beijo na bochecha.

- Pois é, fui direto para o banho - ela voltou a se sentar e eu fui cumprimentar meu irmão. - Oi, Luan - ele apertou minha mão e depois fizemos um toque.

- Como vai, Louisinho? - soltei o ar olhando para cima, odeio quando me chama assim, e ele sabe disso. - Sei que não gosta quando o chamo assim, mas é pelos bons tempos - deu uns tapinhas nas minhas costas. - Ah! E não posso esquecer. Louis, essa é a Seunome - fiquei esperando o "minha namorada", mas ele não disse. - Seunome, esse é o meu irmão mais novo de quem falei. O Louis.

- Prazer.

- O prazer é meu - sorriu ao apertar a minha mão. "Não, o prazer é todo meu", pensei quando finalmente encarei seus olhos cor de mel. Eles tinham um brilho, eram profundos e doces. Aff, Louis, vocês está assistindo comédias românticas demais.

- Louis, estamos dentro de casa, tire essa touca - minha mãe disse e então percebi que ainda segurava a mão de Seunome, a soltei.

- Não, está frio. Você sabe que tenho orelhas sensíveis - disse as massageando com a mão por cima do pano. Luan balançou a cabeça negativamente e Seunome soltou um risinho baixo. Sorri com isso.

- Me desculpe se esqueci da sua sensibilidade - minha mãe ironizou e nós rimos. - Pode comer alguma coisa leve, daqui a pouco seu pai chega para jantarmos.

- Okay - andei até a geladeira para pegar um iogurte.

[...]

 O jantar havia sido ótimo! Demos várias risadas com as histórias que Luan e Seunome contavam sobre a faculdade que fazem em Londres, ele está no 2° ano de administração e Seunome no 1° de letras. Ela era uma garota bem tímida, ficou na dela no começo do jantar, falava pouco, ainda mais quando meu pai chegou, mas logo se soltou um pouco mais e mostrou a menina divertida que é.

 Entrei no meu quarto e me joguei, literalmente, na cama. É muito bom fazer isso. Afundei a cabeça no travesseiro, bateram na porta, murmurei um "entre" e Luan entrou fechando a porta em seguida. Me levantei indo até o guarda-roupa e ele se sentou na ponta da minha cama.

- Então. O que achou dela? - perguntou. Virei para ele e fiz um sinal para continuar. - Sobre a Seunome.

- Ela é sua namorada - peguei um calção de dormir.

- Ainda não...

- Mas a mãe tinha dito que você traria sua nova namorada - questionei.

- Eu contei para ela que quero pedir a Seunome em namoro. Ela ficou toda animada, e agora que a conheceu já está com ideias para o nosso casamento - rimos. - Mas ainda estou meio inseguro, gosto muito dela. Por isso vou esperar até a semana que vem.

- No Natal? E dia 24 é meu aniversário...

- Sim, Louisinho. É porque nós vamos para a casa no campo, iremos passar essa semana aqui. Vou mostrar para ela meu lado caseiro, já que não nos vemos e saímos com tanta frequência quanto gostaria lá na faculdade.

-  Nós vamos para a casa no campo? - tirei o jeans e coloquei o calção. Ele assentiu.

- Você não sabia? - neguei com a cabeça. - Bom, nós vamos. Mas agora vou para meu antigo quarto - se espreguiçou. - Boa noite - disse e saiu. Tirei a touca e me joguei novamente na cama, uma semana ao lado do futuro casalzinho.

Uma semana depois...

- Mãe? - cheguei gritando em casa. Não obtive resposta. Ouvi um barulho vindo do corredor dos quartos, dei de ombros e fui para o quintal dos fundos. Me sentei no deck de madeira da piscina, coloquei os pés na água e olhei para o céu que escurecia.

 Sinto uma presença atrás de mim, logo em seguida Seunome se senta ao meu lado. A olho e a mesma dá um sorriso com os lábios fechados, retribuo e volto a virar para frente. Essa semana foi meio doida, e isso eu digo emocionalmente, essa garota despertou algo em mim.

 De primeira eu achava que só havia gostado do sei jeito meio, tímido e doce, mas percebi que poderia ser algo a mais quando vi Luan a beijando. Eu não deviria ter me importado, mas algo dentro de mim desejava que nunca tivesse visto aquilo. Fiquei de mal humor no jantar, o pior é que todos perceberam, mas por minha sorte não fizeram nenhuma pergunta.

- Como foi sua comemoração com seus amigos? - uma maçã surgiu em frente aos meus olhos. Peguei a fruta e percebi que ela comia uma também.

- Eles fizeram uma festinha já que não vou estar aqui... - a olhei pelo canto do olho. Não me sentia confortável dizer que meus amigos me jogaram para cima de várias meninas e eu fiquei com algumas, para ela.

- Festinha - riu de canto. - Eu entendo, tive sua idade dois anos atrás, Louis. Sei como é.

- Eu não usei drogas - arregalei os olhos, fingindo estar chocado. Ela riu.

- Não isso. Mas com certeza teve zoeira, papos de meninos e garotas também foram, certo?

- Sim - dei a primeira mordida na minha maçã. Ficamos um tempo em silêncio. - E minha mãe e Luan?

- Foram no mercado comprar o resto das coisas para irmos amanhã.

- E te deixaram sozinha?

- Não, eu quis ficar... Te esperando... - completou num sussurro quase inaudível. Baixou a cabeça, tímida e brincava com a maçã, já comida pela metade, nas mãos.

 A fitei, seu cabelo trançado para trás, com alguma mechas soltas do lado do rosto, a regata colorida em degradê escrito "LA" e embaixo "Califórnia", o shorts jeans escuro desfiado nas pontas, a pele que dava para notar que é macia sem ao menos a tocas, os olhos que transmitiam algo especial que não sei explicar, a boca de tamanho médio, tão delicada e que lembrei que meu irmão a havia tocado. Ah, Seunome...

- Por que você é assim? - pensei alto. Alto demais.

- Assim como? - virou o rosto para mim e tinha as sobrancelhas franzidas.

- Como assim? - tentei me fazer de desentendido.

- Você acabou de perguntar por que eu sou assim. Assim como? - repetiu. O pedaço de maçã desceu rasgando minha garganta, o que doeu.

- Tão... Legal e gentil. Você é uma pessoa ótima.

- Ah, sim. Obrigada. Você também é - sorriu tímida. Mais um tempo sob o silêncio. - Vou ir para dentro - se levantou rapidamente, acabou escorregando com os pés molhados e caiu na piscina. Não sei o que deu em mim, só percebi o que havia feito depois de ter pulado na água e emergido segurando Seunome.

- Tudo bem? - tossimos um pouco. Ela tirou a água do rosto e recuperou o fôlego.

- Sim, foi só o susto - deu um sorriso mínimo. - Louis? - sussurrou, aproximei mais meu rosto do seu para poder ouvir. - Por que pulou, sendo que sabe que eu sei nadar? - seu sorriso agora era oportuno, eu sabia, e ela também, que dessa resposta eu não poderia escapar.

- Ãn... - notei que mantinha minhas mãos em sua cintura, a seguravam firme. Desci meus olhos pelo seu corpo, sua regata estava quase transparente, dava para ver o formato e o desenho da renda de seu sutiã. As gotículas de água escorrendo de seu pescoço até o colo. - Eu... - não encontrei palavras, ainda mais com o que estava acontecendo dentro da minha bermuda. Reconheci as vozes da minha mãe e Luan vindas de casa. - Não sei - sai correndo, entrando na cozinha.

- O que aconteceu? - perguntou minha mãe olhando meu estado encharcado, colocou algumas sacolas em cima da mesa.

- Banho. Gelado - foi apenas o que disse e corri para o banheiro. Não acredito que isso aconteceu.

[...]

 Dois dias depois, e eu tentava de várias maneiras ignorar a Seunome, o que era fácil já que estávamos na casa de campo e eu ia para todos os lugares que ela não estava, só não podia evitar o café da manhã, almoço e jantar. Não me levem a mal, mas... Gostar da garota que meu irmão diz estar apaixonado não é legal. E se fosse eu já teria pedido em namoro, não teria enrolado tanto, mas é que às vezes Luan é um lerdo. Por falar nele...

- O que você está fazendo? - perguntei enquanto entrava no quarto que ele dormia. Luan havia arrumado a cama muito bem feita, tinha velas pela cômoda e criado mudo.

- Vou pedir a Seunome em namoro e quero que hoje ela venha dormir aqui comigo - seu sorriso era de canto a canto.

- Que legal... Amanhã o aniversário é meu e ela que recebe um "presente".

- Não seja dramático, Louis. E vai me dizer que tem medo do escuro e quer dormir junto do irmão com medo dos monstros? - fiz uma careta e começamos a rir. - Seunome está lá na piscina. Daqui há alguns minutos pode pedir para ela subir, por favor?

 Assenti e sai do quarto. Piscina? Então é para lá que eu não vou. Desci para a sala, meu pai estava no sofá assistindo o noticiário da tarde. Pedi para ele avisar a Seunome que Luan queria falar com ela depois e sai da casa. Sim, às vezes sou folgado.

 Fui até a cachoeira que tinha há uns 15 minutos do sobrado. Tirei minha blusa, ficando apenas de bermuda, coloquei os chinelos de lado e me sentei na rocha, observando a água por riacho a baixo. É ótimo esse lugar, o ar e a água bem frescos, você só ouve o barulho dos pequenos animais, relaxa, é bom para pensar.

 Me levantei e quase cai da rocha por causa do limo escorregadio. Fiz um alongamento e pulei, estremeci um pouco com o contato da água gelado com meu corpo quente, mas passou rápido e eu passei a mergulhar várias vezes. Depois de alguns minutos, emergi perto da margem do riacho, quando abri os olhos, dois pés estavam na minha frente. Fui olhando para cima até encontrar os olhos de Seunome.

- Bom nado.

- Obrigado - forcei um sorriso e me sentei na margem.

- Há quanto tempo não nos vemos, não acha? Desde que chegamos aqui - novamente forcei o sorriso, e evitava olhar para seu corpo só com o biquíni, não quero outro episódio de dois dias atrás. Ela deu um longo suspiro. - O que acha de mulheres mais velhas namorarem caras mais novos? - perguntou de repente.

- A idade é só um número, não é? Digo... Não deveria ser uma barreira. Só acho estranho quando a diferença é muito grande, tipo uma senhora de 82 com um de 24, ou vise-verça. Não acha? - ela riu e murmurou um "claro". - Meu irmão quer falar com você.

- É... Seu pai me disse.

- Acho melhor ir logo falar com ele.

- Você acha? - concordei com a cabeça. - Tudo bem - pegou seu chinelo e saiu dali sem dizer mais nada.

 Dei um longo suspiro. Meu irmão veio na frente, a conhece primeiro, eu vou superar. Bom, eu espero que sim...

 Nadei por mais alguns minutos, assim que senti fome e cansaço, decido voltar para casa. Comi uma bolacha e tomei um chá, quebra o galho até o jantar. Subi para os quartos, e dava para ouvir Seunome e Luan conversando. "Sei que uma semana parece pouco, mas para algumas coisas não é. Ele não tem culpa de nada. Ainda gosto muito de você, Luan" ela dizia e depois veio o silêncio. Balancei a cabeça e fui para o meu quarto.

 Eu apaguei. Só fui acordar na hora que minha já me berrava para descer para comer. Dei um bocejo, coloquei a blusa que estava mais cedo e desci, depois eu tomo um banho. O jantar foi um quase um silêncio, a não ser pela conversa paralela entre meu pai e minha mãe, e o estranho era que Seunome não estava.

 Luan foi o primeiro a se levantar, estava com uma cara nada boa e percebi que ele estava me evitava, tanto de falar quanto de olhar. Fiquei na mesa para comer o pudim que minha mãe fez. O dela é o melhor, só perde para o da minha avó. Depois fui para a sala e me sentei no mesmo sofá que Luan, só que na outra ponta.

- E ai? - ele só me olhou de soslaio. - Cade a Seunome? Ela não vai comer?

- Ela não está mais aqui, Bela Adormecida - disse rude.

- Não? - perguntei confuso. Fiquei sem resposta. - Eu te fiz alguma coisa?

- Nós brigamos, okay? Ela não aceitou meu pedido, nós conversamos. Pensei que gostasse de mim como eu dela, mas ela disse que isso mudou. Que pensou que gostava com o mesmo carinho, mas depois percebeu que não, que era por outro cara. Então me descontrolei - fez uma pausa. - Feliz agora?

- Não - disse meio assustado pelo modo raivoso como ele falou.

- Claro que não - ironizou e voltou a olhar para a televisão. Olhei para baixo e depois subi para um banho.

2 dias depois... 25 de Dezembro.

 Jingle bell, jingle bell! Uma das melhores coisas que se pode ter no Natal é a família reunida, e eu amo a minha! Pensei que íamos passar nós quatro sozinhos no meio do mato, mas me surpreendi com a chegada dos meus tios, primos, e avós para o meu aniversário. Foi ótimo! Apesar de Luan não estar falando comigo, não sei por que, ele me deu um simples "parabéns" e foi para seu quarto. E lamentei pela Seunome não estar aqui. Não consigo mais esconder - não para mim mesmo -, que realmente sinto algo por ela.

 Já estava de noite. Estava me despedindo da minha vó, ela entrou no carro do meu tio e eles foram embora. Minha mãe me abraçou, ficamos assim até ver os carros sumirem ao passarem pelo portão.

- Vamos entrar? - ela me perguntou, eu assenti. Dei um beijo em sua cabeça. E mal entramos na casa de repente a luz acabou.

- O fuzil - disse meu pai e saiu da casa. 5 minutos depois ele voltou. - Vou ter que ir na cidade comprar outro, bom se eu achar algo aberto hoje - deu um suspiro. Ele foi buscar sua carteira e minha mãe pegar as velas e lanternas na cozinha, a cidade fica a mais ou menos 30 minutos daqui. Meu pai saiu, ficamos só nós três na sala, em silêncio, a mesma já estava com com 5 velas acesas.

 Não sei quanto tempo foi, só sei que já estava quase babando na poltrona quando ouvimos um barulho de carro lá fora. Luan espiou pela janela e saiu, minha foi atrás. Como eu ainda estava meio que dormindo, fui praticamente arrastando até a cozinha para beber um pouco de água. Voltei para a sala, Luan entrou e se jogou no sofá, mas diferente de antes só me lançou um olhar triste e um meio sorriso fraco.

 Retribui, peguei uma das lanternas e subi para o quarto. Fechei a janela, e me joguei na cama. Comecei a mandar mensagens no whatsapp para ver se alguém respondia, estava ficando chato ficar sem conversar com alguém, e para a minha sorte o sinal é fraco e as mensagens demoravam para enviar e receber.

 Barulhos de passos no corredor. Olhei para a porta, atento. Uma sombra aparece, levo a luz da lanterna até ela, não consigo esconder o sorriso. Era a Seunome, ela sorri e fecha a porta atrás de si. Mas pera... Como que ela está aqui???

- O que foi? Parece que viu um fantasma - riu divertida e se sentou na beira da cama, perto dos meus pés. Os encolhi e me sentei.

- Não, acabei de acordar num sonho. Digo... Você apareceu "do nada".

- Não participei do seu aniversário, queria ter estado aqui.

- Eu também queria que estivesse, mas tudo bem.

- Louis, me desculpe, mas essa lerdeza é de irmão para irmão? - deu uma risada, a olhei confuso. - Uma dica: nossa conversa no riacho e nossas idades - "O que acha de mulheres mais velhas namorarem caras mais novos?" sua voz disse na minha mente.

- E o Luan disse que você gosta de outro cara e ficou todos bravo comigo - refleti. Okay, agora eu estou me sentindo mesmo o lerdo da família. - Gosto de você, Seunome, como algo a mais, mas não queria brigar ou deixar o Luan decepcionado.

- Nem eu. Ainda gosto muito dele, só que agora percebi que o quero como um melhor amigo. E não me arrependo de ter me apaixonado por você - se aproximou mais. - É algo que não escolhemos o dia, a hora, principalmente por quem nós nos apaixonamos. Isso pode levar até segundos, e acredite ou não eu já pesquisei sobre isso - rimos. - Você é legal, inteligente, engraçado, tem os olhos mais lindos que já vi - sorriu. Eu já disse que o lado maduro dela também a deixa sexy? Se não, eu estou dizendo agora.

- Altas declarações aqui, estou até me sentindo. E o escuro, só uma lanterna... Deixa tudo mais romântico - rimos.

- Está vendo? É bom estar com você. Sei que estou meio atrasada, mas... - se aproximou devagar. - Feliz aniversário, Tommo.

 Seunome encostou nossos lábios, a puxei para mais perto ainda. Minha mão deslizou até sua cintura e a outra parou em sua coxa. Ela acariciava meus cabelos, depois desceu até a barra da minha camisa e começou a passear pelas minhas costas. Havia desejo no meio, com certeza. Se controla, Louis, esse é só o primeiro beijo, não vá despertar coisa que não deve e está quieto - repetia para mim mesmo.

- Melhor presente de aniversário - disse, ela riu e eu lhe dei um selinho. - Feliz Natal, Seunome.

- Feliz Natal, Louis - a puxei para outro beijo.

 De maneira nenhuma esse dia não poderia terminar melhor.


Heeeeey girls!
Como vão? Como passaram o Natal?
Esse imagine era para postar no aniversário do Loueh, não deu, e agora olhem o dia que vim postar kscksc >< Então só vou deixar por aqui meu amor por esse homem e um Feliz Ano Novo para vocês!
Bjão

Ps: Talvez o próximo imagine que eu for postar (de qualquer dos meninos, e não sei o dia exato) seja hot.

Te amo muito meu Boo, 23 com carinha de criança arteira,
my forever young :3


Arrasou haha' :v





5 comentários:

  1. Olá, poderia divulgar meu blog por favor? Se quiser posso divulgar o seu também, é só avisar lá http://fanfics-bizzleee.blogspot.com.br/
    Agradeço desde já
    xoxo

    ResponderExcluir
  2. "Entrou dentro" esse erro eu não admito KKKKK' tô zoando. Bom, Niall com nove anos não é dificil de imaginar com aquela carinha fofa, admito que quando vi o título pensei que não ia gostar mas ameei o melhor ate agora, não foi corrida a história, foi no tempo certo, final de certa forma inesperada aliás toda a história foi inesperada e muito bem feita Parabéns, quando ver esses comentarios/textos saiba q sou eu sempre kkk'

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tudo bem haha' Muito obrigada <3 E vou lembrar para não cometer esse erro de novo ;) haha'

      Excluir