Imagine Harry Styles | Don't Let Me Go

domingo, fevereiro 01, 2015 | | |


Don't let me go
'Cause I'm tired of feeling alone

 Fui acordando aos poucos. Estava com tanta preguiça e ressaca de ontem, que nem me lembro direito do que aconteceu depois do terceiro copo que tomei. Pois, é, meu estômago é fraco para essas coisas, mas sei que a festa que a Anny me levou ontem era bem animada. Lembrei que ontem a noite também era a chegada do Harry.

 Ele e os meninos da banda estavam em Nova Iorque para três shows e anteontem havia sido o último, e eles teriam um mês de férias antes de começarem a ensaiar para uma performance em uma premiação. Queria tê-lo recebido, mas o mesmo iria chegar muito tarde, por isso fui para a festa, mas acho que só cheguei em casa e tombei na cama.

 Ainda de olhos fechados, mexi meus pés pelo colchão a sua procura, encostei em sua coxa, achei um pouco estranho ele estar meio afastado, pois muitas vezes Harry é espaçoso e sempre acordo com uma parte de seu corpo em cima de mim, ou sua mão na minha cintura ou abraçando meus braços como se fossem ursinhos, o que acho e é muito fofo. Abri os olhos lentamente, eu estava deitada de bruços.

- Que bom que a bela acordou - a voz rouca vinha da porta do quarto.

 Olhei para Harry que estava escorado no batente, com uma xícara na mão. Pelo cheiro, era chá que ele bebia. Ele vestia calça jeans, usava seu casaco marrom, sua expressão era séria misturada com tristeza e o contorno de seus olhos estavam vermelhos.

- Harry? Mas... - franzi a testa.

- Mas nada - me interrompeu. Percebi que seu cenho se contraiu, seus olhos marejaram e ele se virou, saindo do quarto.

 Não entendi, um grande ponto de interrogação devia planar sobre minha cabeça. Até eu virar para o lado e ver que a coxa que meu pé tocava era de outro homem. Olhei para seu rosto, não o conhecia, ele estava dormindo na ponta da cama só com um lençol cobrindo seu corpo. Olhei para o meu e estava na mesma situação. Fechei os olhos, não estava acreditando naquilo, não podia ser verdade. Senti que começaria a chorar.

| Harry |

 Caminhei até a cozinha, me controlando para não chorar na frente da Seunome. Não daria este gostinho a ela. Não depois do que presenciei ontem.

 Estava louco para chegar em casa, na verdade, eu estava indo para o apartamento da Seunome. Fazia duas semanas que não nos víamos. Na primeira eu havia ido para LA escrever músicas e resolver algumas coisas com o produtor de quem sou amigo, e na segunda foi por conta dos três shows com a banda em NYC. Eu a chamei para ir junto comigo, mas ela disse que queria ficar em Londres estudando para a semana de provas que teria para na faculdade, então não questionei.

 Cheguei em seu apartamento, eu tinha a chave, então não tive problemas em entrar. Abri a porta devagarinho, queria a assustar, eram quase 1:30 e ela devia ter chegado cansada da festa que disse que iria com sua amiga Anny. Olhei para o pequeno cômodo que era a sala, bom, todos os cômodos não eram tão grandes já que estamos em um apartamento, mas era bem aconchegante e cada detalhe lembrava a Seunome.

 Adentrei a sala e escuto alguns barulhos vindos do quarto. Me aproximei devagar da porta e abro uma pequena fresta. Não podia acreditar no que via. Seunome na cama, na NOSSA cama, com outro homem. Fechei a porta a batendo, mas obviamente estavam ocupados demais para notarem. Me sentei no sofá com os cotovelos apoiados nos joelhos, passei a mão no rosto, senti as lágrimas descendo, um nós se formar em minha garganta e um sentimento horrível tomar conta de mim. Não sabia o descrever, era uma grande mistura de várias emoções, mas principalmente mágoa, tristeza, ódio e raiva.

 Não sei por que não sai desse maldito apartamento, mas a cada barulho do quarto e de seus gemidos, era uma facada em meu peito. Acabei por adormecer naquele sofá em meio às várias lágrimas.

[...]

 Acordei com uma dor de cabeça terrível. Lembrei da noite passada. E como poderia esquecer? Levei um belo par de chifres, e o pior era que Seunome sabia que eu chegaria ontem/hoje de madrugada. Não acredito que ela teve a coragem e a cara de pau de me trair dessa maneira. Não acredito que fui tão tolo, e os "eu te amo" que trocamos?

 Balancei a cabeça, o que a fez doer. Me levantei, fui até o banheiro, lavei o rosto e me encarei no espelho. Olhos vermelhos, cabelos bagunçados, alto estima e animação lá embaixo. Pois é, não estou nada mau, só que não. Ajeitei o cabelo e o casaco. Andei até a cozinha, procurei um comprimido, o tomei e preparei um chá. Peguei a xícara e parei na porta do quarto de Seunome, dei um gole no chá. Ela parecia um anjo dormindo. Isso é o que está mais acabado comigo. Vê-la dormindo ao lado de outro, por mais que me machuque, eu não queria deixa-lá. Confuso? Sim. E muito. Mas isso passou quando a vi acordando.

 Coloquei a xícara em cima da pia, suspirei pesadamente. Passei a mão no cabelo e no rosto.

- Harry... - me virei para trás. Seunome me olhava da porta da cozinha, toda enrolada em um lençol branco. - Vamos conversar, eu posso explicar, ou tentar... - aquilo me subiu a cabeça. Senti minhas bochechas queimarem de raiva.

| Seunome |

- EXPLICAR O QUÊ??? - Harry rosnou que até eu me sobressaltei. Ele estava furioso, dava para ver, seu rosto parecia queimar de tão vermelho. - E AINDA DIZ QUE VAI TENTAR?

- Ha-harry, calma, você não me deixou terminar. Eu não me lembro de muita coisa da noite passada - meu corpo estremeceu, sua voz rouca intimidava quando gritava, me deixando mais nervosa.

- Como assim não lembra? - disse debochado e irônico. - Para mim estava muito claro e parecia que estava em sã consciência enquanto gemia para aquele vagabundo! Eu vou matá-lo - bateu com força na pia perto da xícara, que caiu em pedaços ao se chocar com o chão. Passou por mim pisando forte, suspirei fundo e o segui.

- Harry, amor, não faça isso, se acalma, por favor. Só está dizendo isso por causa da raiva - ele se virou para mim.

- Calma? É tudo o que não tenho agora. E se vai defender seu amante, é melhor sumir da minha frente!

- Só quero que você não faça nenhuma besteira. E ele não é meu amante! - tentava ficar tranquila, mas já estava difícil segurar o nós em minha gargante e as lágrimas que insistiam em cair.

- Fazer besteira - bufou. - Não preciso fazer nada, você já cuidou disso! Além de ter a cara de pau de... Me trair sabendo que eu viria no mesmo dia, e ainda vem me dizer que não é amente? Por quê? É a sua primeira vez com ele? Tem outros? - sim, essas palavras doeram, e a mistura de mágoa, ironia, sarcasmo me perfuravam lentamente.

- Me escuta, por favor, não quero acabar assim. Não foi minha intenção. Eu te amo, Harry - as lágrimas caiam sem controle. Ele se aproximou e apontou o dedo.

- Nunca mais repita isso. Não quero ouvir mais nada de você. Aliás, não quero vê-la nunca mais, te quero fora da minha vida - baixei a cabeça, aquilo me destruiu por completo.

 Olhei para ele, seus olhos estavam marejados e vermelhos. Fungou e saiu do meu aparamento, ignorando meus gritos o chamando de volta. Coloquei as mãos na cabeça, desesperada. Ouvi um barulho no quarto, caminhei apressada e com raiva até lá.

- SAIA DA MINHA CASA! AGORA! - berrei para o homem que levantava. Ele me olhou e arqueou uma sobrancelha.

 - O que aconteceu? Pensei que a noite tinha sido tão boa.

- Não toca em mim! - me desvencilhei de sua mão. - Caia fora agora! Não quero saber. Você arruinou tudo, eu arruinei tudo! SAI DAQUI! - gritava, era uma mistura de raiva e mágoa.

- Calma, calma ai - ergueu os braços. - Só vou colocar minhas roupas.

 Antes que ele as pegassem, eu as recolhi do chão rapidamente, o empurrei para fora e tranquei a porta. Não me interessa que esteja pelado ou onde vá se trocar. Me sentei no chão, encostei as costas na parede gelada. Só pensava no Harry e no quão idiota eu sou.

[...]

 Escutei alguém bater na porta. A pessoa batia freneticamente, esperando que eu atendesse. Arrastei meu corpo e, sem olhar pelo olho mágico, eu abri.

- Menina, eu estou tentando te ligar... - a frase foi morrendo. Anny me olhou de cima a baixo de boca aberta. - Seunome, meu Deus! O que houve com você?

 Eu havia passado o resto da manhã e a tarde inteira chorando, obviamente estava com os olhos vermelhos e muito inchados. Nem me preocupei em colocar uma roupa, continuava enrolada no lençol e com os cabelos desgrenhados, e desliguei o celular e a rede da linha telefônica, não quer ser incomodada e nem falar com ninguém.

- Eu e o Harry terminamos - foi só o que consegui dizer antes que mais lágrimas viessem.

- E pelo jeito não foi por uma das melhores maneiras - disse Anny, me analisando. Assenti, devagar. - Vem, eu não te deixar assim - entrou e me puxou junto para o meu quarto. - Você vai tomar um banho, relaxar e depois me conta. E isso não é um pedido.

 Apenas concordei em meio aos soluços, não estava com cabeça para outra discussão. Entrei no banheiro, me soltei do lençol e me olhei o espelho. Realmente eu estava horrível, acho que daqui a pouco não vai der nem para ver meus olhos de tão inchados e cheios de olheiras. Fui para o box, liguei o chuveiro, deixando a água quente cair sobre meu corpo.

 Depois, de não sei quantos minutos e mais alguma lágrimas, sai enrolada na toalha. Anny provavelmente estava na sala ou cozinha. Coloquei meu pijama de calça e mangas cumpridas, hoje eu não estava afim de nada mesmo. Penteei o cabelo só para tirar o volume dos fios bagunçados. Me sentei na cama, dando um longo suspiro enquanto olhava para o pente em minhas mãos.

- Está mais calma? -  Anny entrou no quarto e se sentou ao meu lado. - Quer me contar o que houve?

- Eu sou uma idiota, Anny. Consegui estragar tudo - solucei. Ela deitou minha cabeça em seu colo e começou a mexer em meus cabelos.

- Mas como? Me explica - contei tudo a ela, e claro que chorei um pouco repetindo as palavras que Harry havia me dito. - Amiga - chamou, me sentei direito e a encarei. Ela deu um longo suspiro antes de continuar. - Ontem na festa... Tinha um homem que não parava de te olhar. Você lembra? - franzi a testa, até poderia, mas a lembrança ainda era meio vaga. - O barman veio com um copo dizendo que alguém lhe pagou uma bebida especial, depois você começou a beber sem parar. Eu lhe pedi que fosse para casa, te coloquei em um táxi, ele deve ter te seguido. E esse homem também pode ter colocado algo no seu drink - concluiu com outro suspiro.

 - Está me dizendo que ele me dopou? - ela assentiu. - Mas isso não importa mais. O Harry não quer me ver nem em diamante - passei a mão no rosto e funguei.

- Você não vai desistir tão fácil, não é? Vai correr atrás dele - encolhi os ombros.

- Posso tentar. Não sei se ele vai querer me atender - fiz uma pausa. - Eu quero o meu Harry, Anny. Quero ele de volta - Anny me abraçou e eu voltei a chorar sem controle.

 Eu realmente amo esse garoto. Nunca faria isso com ele em sã consciência. Acho que eu teria a mesma reação em seu lugar. Mas só queria ter a certeza de que teria volta o seu cheiro, seu beijo, seu toque, seu carinho, seu amor.

Seis meses depois...

- Seunome! - me virei para trás, Juliana corria em minha direção. - Vai querer ir no centro hoje com a gente? Vamos eu, o Joe, a Lívia e o Bruno, a turma dos doidos - rimos.

- Tudo bem. Só vou guardar as minhas coisas em casa e já encontro vocês - ela concordou e seguiu para o lado oposto do meu.

 Caminhei até meu aparamento, agora não era tão longe da faculdade. Coloquei a bolsa de lado e me joguei no sofá, hoje as aulas haviam sido cansativas. Encarei o teto. Iriam completar 5 meses que havia me mudado para Manchester. 6 meses que eu e o Harry terminamos.

 Um mês depois da nossa briga, quando estava voltando da faculdade, eu não estava mais tão bem e confortável em fazer advocacia, o que era o que meu pai, um belo e competente advogado, queria. Então decidi fazer a segundo opção que eu mais queria: medicina veterinária. Eu sei, sou meio doida de ter desperdiçado um semestre em advocacia, mas me sinto muito melhor e mais a vontade estudando para cuidar dos nossos bichinhos de estimação. Me mudei para Manchester, há 4 horas de Londres... Mas é por conta que a universidade daqui tem excelente cursos de medicina, e agora moro em um apartamento para os alunos da faculdade.

 E sobre Harry? Sim, eu fui atrás dele, liguei várias vezes, ele nunca me atendia, na vez que atendeu tivemos outra briga feia e depois ele ficou ocupado com os ensaios para a performance na premiação, na qual eu fui - não na companhia dele, claro - e não parei de sorrir ao vê-los felizes recebendo mais um prêmio e cantando seu single. Vários sites, fãs, ficaram especulando sobre o fim do namoro, mas mesmo depois de meses nenhum de nós se pronunciou para dizer o real motivo.

Bom... Eu ainda sinto falto do meu cabeludo ao meu lado, da ansiedade de poder vê-lo depois de alguma viagem e de meses de tour, de acompanhar ele em alguns shows também era bom, nós passeávamos em vários legares.

 Sou despertada dos meus devaneios com o toque do meu celular, que era Midnight Memories, adoro essa música. Era Anny, mesmo distantes, ainda éramos melhores amigas e sempre mantínhamos contado, claro. Depois de falar com ela, fui tirar os sapatos e coloquei uma sandália, troquei de blusa e sai para me encontra com a turma.

[...]

- Um expresso, por favor - pedi para a atendente do Starbucks, ela anotou meu nome e eu fui em direção da mesa onde todos estavam aguardando seus pedidos, e não demorou muito para os pegarmos e sairmos.

- Uh... Olha quem vai estar na cidade. Essa garotas vão ficar loucas aqui - Joe riu e apontou para um outdoor. Era do One Direction e anunciava que eles fariam 2 shows em Manchester, o primeiro seria daqui a 4 dias.

- Ai, meu Deus! Eu tenho que ir! - Lívia dava pulinhos, animada.

- Se controle, menina. Estamos em público! - Bruno a segurou, eu e Juliana rimos.

- Eu te entendo, Liv, conheço de perto essa animação - ri lembrando da alegria das fãs, sempre que viam algum dos meninos.

- Então vamos comigo? No último show deles aqui e em Londres não deu para mim ir. Vamos eu, você e a Ju! Sei que você já viu vários, mas mesmo assim vamos? - ela implorou. Abri a boca, esperando sair uma resposta, mas não saiu.

- Por mim tudo bem - Juliana deu de ombros.

- Bom, por que não? - sorri. Lívia fez uma dancinha maluca e começamos a rir.

Quatro dias depois...

- Prontinho. Estou dando muito na cara que sou Directioner? - sai do quarto de Lívia e girei no meio da sala para que elas vissem.

- Hm... Calça rasgada, essa camisa "Styles 94"... Está parecendo o Harry. A não ser pelo vans, ai já é o Louis - Liv analisou e rimos.

- Eu iria colocar um lenço na cabeça, mas achei melhor, então fiz um coque - ajeitei meu coque no topo da cabeça.

- Está bom assim, menina. Vamos logo - Juliana pegou sua bolsinha e me puxou para fora.

 Entrei de novo para pegar a minha bolsa, oh Deus, tranquei a porta e corri atrás delas.

[...]

- Começaram a abrir os portões! - Lívia pulou, sorri com sua animação.

 Suspirei pesadamente, várias meninas,Directioners, da fila ficavam me olhando, às vezes cochichavam entre si. Mexi no celular, para me distrair e logo tivemos que entrar no estádio.

- Hey! Você é a SeunomeCompleto! OMG! Faz meses que não sabemos de você! - uma garota apontou para mim de repente, levei um susto e ela correu para perto. - Você veio ver o Harry? Ah, claro que veio, olha só a sua camisa! Vocês voltaram, não é? Ai, eu amo vocês juntos, combinam perfeitamente, são o meu casal favorito! - ela falava euforicamente, nem dava tempo para eu responder. - Ainda não acredito que estou aqui para vê-los! Ah! Você pode entregar para o Harry ou qualquer um dos meninos, por favor?

- Seunome! Vamos, ainda podemos pegar um lugar perto! - Liv me gritou.

- Ãhn, eu tenho que ir, obrigada pelo apoio - ela me entregou sua carta, sorriu e correu para seu setor.

 Olhei para o papel em minha mão enquanto andava de pressa com as meninas. Como vou fazer para entregar isso agora? Lívia nos puxou para corrermos e nós conseguimos ficar na segunda fileira depois da grade. Senti um pouco de calor e me abadei com a mão, ainda bem que meu cabelo estava preso.

| Harry |

- Corre, Louis! - Niall gritou, eles fugiam de Mark, enquanto o mesmo falava que eles tinham que se aquecer para entrar no palco e corria atrás deles.

- Você também, Harry. Anda - Paul veio em minha direção e corri até uma sala e tranquei a porta.

 Ri sozinho, esperei um pouco e sai olhando para os lados. Peguei uma garrafa d'água e caminhei pelo backstage. Liam estava em um canto conversando com a Sophia, depois eles deram um selinho.

 Seis meses. Sem sair com nenhuma garota, é, eu não sai com ninguém para ficar e essas coisas, só sai com amigos e familiares. Sinto falta de alguém ao meu lado, de trocar mensagens na madrugada quando estou viajando ou mesmo de chegar de alguma viajem e ter alguém de esperando com abraços e beijos. Sinto falta da Seunome. Dizem que demora para esquecer uma pessoas que amamos, eu realmente a amo.

- Ei, cara. Vamos? - Zayn colocou a mão no meu ombro, olhei para Liam e ele também vinha em nossa direção. Eu assenti e nós fomos para atrás do palco, fazer um aquecimento antes de entrarmos.

 Entramos no palco e os gritos que ouvíamos antes, aumentaram ainda mais. Andamos e corremos um pouco pelo palco. Quando a música terminou, Liam parou para cumprimentar os fãs. Fiquei no meio do palco, em frente a passarela. Olho para o estádio inteiro, é sempre emocionante e entusiasmante ver todas aquelas pessoas ali só para nos ver, gritando meu nome, dos meninos ou da banda. É algo de que nunca vou cansar.

 E bem perto, também entre o palco e a passarela, estava ela. Se destacando das demais, pelo menos é assim que eu a via. Ela olhou para mim e deu um sorriso de canto. "Acordei" quando o toque da próxima música começou a tocar e o primeiro solo era meu. E cantamos outra logo em seguida.

- Tudo bem, bro? - Louis correu até mim quando terminamos a terceira música.

- Eu só... - dei um longo suspiro. - Ela está aqui, Louis. Depois de tantos meses é estranho vê-la no meio da platéia - ele franziu as sobrancelhas.

- A Seunome? - se virou para o público e novamente para mim. - Olha, em vez de ficar se reprimindo no meio do show, porque não a chama depois para o camarim, tenham uma conversa muito mais civilizada que a última? Dá para ver que você não vai esquece-la tão fácil e idem para ela.

- Tudo bem, valeu - sorri de canto.

- Disponha, Hazza - ele fingiu me dar um soco, desviei, corri para a passarela rindo, para falar com as minhas Directioners.

[...]

 Saímos do palco exaustos, primeira coisa que fiz foi pegar mais uma garrafa d'água. Na penúltima música do show, pedi para um dos seguranças chamar a Seunome para o backstage. E agora eu estava no camarim trocando de camisa, quando bateram na porta.

- Nós já vamos para o hotel, tem 5 minutos - Paul avisou e logo em seguida Seunome entrou. Ele saiu e fechou a porta, nos deixando sozinho.

 A analisei de cima a baixo, ela estava linda. Para mim sempre foi, mas vê-la de perto depois de tanto tempo, era como se a deixasse mais ainda, não sei explicar. Meu coração acelerou.

- Oi - disse tímida.

- Como vai? - perguntei tentando não deixar transparecer meu nervosismo.

- Bem - ela deu um longo suspiro. - Escute, Harry, se me chamou aqui para me tratar com indiferença e desprezo, já estou indo embora. Eu vim acompanhar minhas amigas, elas já devem estar esperando para irmos embora - ela se virou para a porta, mas voltou. - Ah. Aqui está, com todo o carinho de uma Directioner - me entregou uma carta. A peguei, estava toda desenhada com vários corações e tinha os nomes de todos da banda, dei um sorriso.

- Espera - disse para Seunome, quando a vi quase abrindo a porta. - Eu só queria dizer que sinto a sua falta - ele me fitou por um tempo.

- Eu também sinto a sua. Muito - fechou os olhos, depois me encarou novamente. - Me desculpe por tudo, Harry. Eu te amo, e esse sentimento ainda existe muito forte em mim. Sempre que saia algum rumor de que te viam com alguma garota, perguntando se era alguma nova namorava, meu coração apertava - seus olhos marejaram. - Realmente eu e peço desculpas e me culpo por ter lhe feito sofrer tanto do jeito que vi naquele dia - lágrimas começaram a cair pelo seu rosto.

 Sim, isso me partia o coração. me aproximei mais dela e a abracei. Se sou um coração mole? Imagina.

- Eu também sinto muito - encostei meu queixo em sua cabeça. Ela se aconchegou mais em meu peito, me apertou forte. Seu cheiro estava em minhas narinas, havia mudado seu perfume, dava para perceber, para um mais cítrico, mas bem suave. Meus olhos começaram a lagrimejar também. - Ainda estou machucado, sabia? Não é fácil esquecer uma coisa daquelas, ainda mais porque eu vi. Se alguém me contasse, eu não acreditaria, mas eu vi com meus próprios olhos.

- Eu sei - ela se afastou e limpou o rosto com as mangas da blusa, - Eu juro que não era a minha intensão, não estava em mim, de verdade, não faria aquilo com você. Nunca te trairia, Harry. Naquela noite, eu... Eu bebi algo que me deixou fora de mim e aquele... Idiota se aproveitou.

- O pior é que acredito em você - suspirei pesadamente. - Nosso tempo acabou - disse quando ela ia dizer algo. - Se quiser terminar a conversa, teremos que ir para o hotel - ela assentiu calmamente.

 Saímos da sala, todos estavam indo para o estacionamento. Seunome disse que tinha que se encontrar com as amigas e que iria para o hotel depois, eu disse aonde estávamos e ela foi embora. Entrei na van e fiquei pensativo. Ainda havia uma ferida, mas acredito nela, sempre que está contando a verdade Seunome olha direto nos olhos, sem nem desviar ou piscar muito os mesmos, e foi o que fez agora a pouco. Dei um sorri discreto. Foi tão bom senti-la de novo em meus braços.

[...]

 Depois de mais ou menos uma hora, vieram no meu quarto avisar que Seunome estava me esperando no saguão e eu pedi que a mandassem subir. Estava deitado na cama de casal encarando o teto, já sei o que vou fazer.

- Harry? - deu três toques na porta e sua cabeça apareceu em uma fresta. Dei um pulo e corri em sua direção. A peguei em um abraço, a tirando do chão e beijei seus lábios, em um beijo de saudade.

- Eu te amo, minha pequena - a coloquei no chão e dei vários selinhos. - Eu te amo, depois de passar meses sem nem conversar por mensagem, telefone, não te ver nos meus dias de férias, percebi que é muito pior do que passar meses fora fazendo tudo isso. Sim, ainda tenho mágoas, mas é melhor superar isso com você ao meu lado, do que nem ter contato.

- Ah, Harry... Tinha medo de não te ter mais - me abraçou forte. - Me perdoa, e eu te amo muito, gigante - sorriu de canto a canto.

 A puxei para a cama, ela tirou seu tênis e deitamos um de frente para o outro, nos encarando. Ambos sorriam, analisando um ao outro, não para conter isso. Peguei em sua cintura, a trazendo mais para perto.

- Don't let me. Don't let me go. 'Cause I'm tired of sleeping alone - cantei o final de Don't Let Me Go baixinho para ela.

 Pode ser que a confiança ainda demore um pouco para se afirmar de novo, mas pelo menos vou tê-la na minha vida de novo.

Não me deixe ir
Porque eu estou cansado de estar sozinho.


Heey my girls!
Esse imagine com o Harry eu escrevi e postei em um outro blog que eu era autora, mas ele foi excluído :/ E bem, por que não repostá-lo no dia do aniversário do próprio Harry? Espero que vocês tenham gostado!

Happy Birthday Harry Edward Styles!!!

21? Já dude? Ai meu Deus, não sei o que dizer sobre esse menino!
Só que o amo muito! Forever end ever <3 Amor, anjo,
idiota, abobalhado, covinhas, totalmente adorável  <3





Amooo essa foto kkkkk' ><

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