Vidas Diferentes | Capítulo 19 - Apaixonada

terça-feira, abril 07, 2015 | | |


No dia seguinte...

- Onde a genti tá indo? - Carlo esticou o pescoço para ver pela janela do táxi.

- Nós estamos indo para o paraíso. Aposto que você irá ficar mais louco do que eu lá no Palace - disse Niall e piscou para ele. Sorri, Carlo se encolheu no meu colo, ele é mesmo muito tímido, mas pude sentir que sorriu também.

 Em poucos minutos estávamos de frente para a padaria, viemos aqui tomar nosso café da manhã. Haviam acabado de abrir, e pela porta de vidro tínhamos a visão de alguns funcionários ainda ajeitando coisas lá dentro. Adam saiu do banco do passageiro, pagou o táxi e ficou entre eu e Niall, olhando para a fachada.

- Lugar doce lugar - espreguiçou-se.

- Literalmente doce - Niall deu tapinhas em seu ombro e seguiu em frente.

- E que vai ficar amargo com você aqui hoje - sorri irônica.

- Engraçadinha - fez uma careta.

 Balancei a cabeça negativamente, ajeitei Carlo em meu colo e entrei no Palace. Cumprimentei a todos, inclusive Liam e Harry, e me sentei no balcão. O garotinho olhava para todos os lados, realmente as crianças se perdem aqui, com tantas guloseimas ao redor. Niall era uma criança. Uma criança de 19 anos, ele andava para lá e para cá dizendo estar indeciso sobre o que comer. Liam até desistiu de ir atrás dele para anotar seu pedido e foi atender uma cliente, que acabara de entrar.

 Sorri e olhei para baixo, para Carlo.

- Você quer comer o que de café da manhã?

- O bolinho!

- Aquele? - perguntei apontando para a pirâmide de cupcakes. Ele assentiu rapidamente. Pedi para Grace me trazer um cappuccino com canela e um pedaço de bolo para mim; um cupcake e um suco de morango para o Carlo.

 Um pouco antes de terminar de comer, mandei uma mensagem para Louis. Paguei nosso pedido, depois fui até o escritório de Karina, que tinha acabado de chegar, fiquei surpresa e feliz quando vi que meu pai veio junto. Dei um beijo nos dois e sai da padaria.

 Dei uma checada no celular, Louis ainda não havia respondido. Um homem saiu de um táxi do outro lado da rua, pedi para que o motorista esperasse e entrei na parte de trás do carro. Na metade do caminho Carlo bocejou e encostou a cabeça em meu peito, beijei seu cabelo que estava espetado para cima, e poucos minutos depois estávamos na frente da casa do Louis.

 Paguei o cara e descemos, coloquei o garotinho no chão e segurei sua mão.

- Minha mamãe tá la? - apontou o dedinho para a casa.

- Não, bebê. Nós viemos ver o Louis primeiro, tudo bem? - ele assentiu e fungou. Caminhamos até a porta e toquei a campainha. Não demorou muito para sermos atendidos pela mãe de Louis, Johannah. - Bom dia, Jay. Como está?

- Bom dia, Flor. Estou bem, e você?

- Também.

- Oi! É Carlo, certo? Tudo bem com você? - disse manhosa para Carlo, que assentiu acanhado. - Louis ainda está dormindo, mas vocês já podem entrar.

 Nos deu espaço, entramos e ela fechou a porta em seguida. A casa estava silenciosa, era sexta-feira, então claramente o senhor Tomlinson foi trabalhar e as meninas já tinham ido para a escola. Meus olhos se voltaram para o sofá maior. Louis estava dormindo tranquilamente, seu peito subia e descia calmamente com sua respiração regular. Ele vestia uma camisa vermelha, calça de moletom e meias brancas, seu cabelo todo bagunçado era o "toque final" perfeito.

 Tão lindo e doce, nem dava vontade de o acordar, só para o ficar observando. Mas isso não durou muito. Carlo soltou minha mão, saiu correndo até ele, batendo com os bracinhos em sua barriga.

- UH! - exclamou arqueando um pouco as costas, soltou o ar pela boca e deitou de novo, sorrindo para Carlo, que deitou a cabeça na barriga dele. - Oi, pequeno - disse com a voz rouca de sono e afagou seus cabelos.

- Já comeram alguma coisa? - perguntou Jay. Assenti e agradeci, ela sorriu e foi para a cozinha.

- Bom dia - disse, chamando a atenção de Louis para mim. Ele sorriu e me chamou com o dedo.

- Bom dia, amor - se sentou e me deu um selinho rápido. Carlo tapou os olhos com as mãos.

- Você bejo ela na boca - disse, descendo as mãozinhas para a sua boca.

- Hm... Verdade, desculpa, você ainda não pode ver essas coisas - Louis fez um bico. - Vou jogar uma água no rosto - tapou os olhos do Carlo, o fazendo rir, me deu outro selinho rápido e subiu correndo.

- Ele foi embola? - o menininho perguntou ao abrir os olhos, arregalando os mesmos.

- Não. Já, já ele volta.

 Peguei em sua mão e fomos até a cozinha, para mim conversar com Johannah. É sempre bom bater um papo com ela. Poucos minutos depois Louis entrou no cômodo com outro garotinho, ele me apresentou, dizendo que era seu primo de Doncaster, Julian, de 6 anos.

 Passamos o dia na casa dos Tomlinson, Louis tentava ao máximo distrair os meninos de seus problemas e eu estava adorando conhecer mais esse lado dele sem ser com as gêmeas. Só Jack, o irmão mais velho de Julian, que não quis participar muito de nada. Ele só ficava quieto no canto dele, apenas dando sorrisinhos para os menores e respondendo alguma coisa quando eu ou Louis perguntávamos algo.

 Quase no final da tarde, decidimos levar os pequenos para tomar um sorvete, Jack quis ficar, então dissemos que traíamos algo para ele e as meninas. Passeamos um pouco pelo bairro e paramos em uma sorveteria. Cada um escolheu o sabor da sua bola da massa de sorvete no self-service e fomos nos sentar em uma das mesas que tinha ali.

- Olha. Um bigode - Julian fez um bico e ficou de joelhos na cadeira, exibindo seu bigode rosa.

- Olhia! Bigode tamém! - Carlo fez o mesmo. Eu e Louis ríamos das caretas que os dois faziam, amostrando seus bigodes açucarados.

- Sinto como se fossemos os pais e eles nossos filhos - Louis se espreguiçou e colocou o braço envolta dos meus ombros. Me apertou forte e deu um beijo.

- É o que realmente fomos hoje - ri, limpando o canto da sua boca com o guardanapo. Ficamos abraçados, olhando os meninos terminarem seus sorvetes.

 O celular do Louis começou a tocar, ele atendeu, era Zayn falando sobre um tal jogo deles com os rapazes amanhã, no sábado. Como já tínhamos terminado, ele se levantou para escolher os sorvetes para levarmos, enquanto marcava o lugar para se encontrar com os outros.

 Ele desligou e pediu para o atendente os sabores. Ouvi o toque de seu celular de novo, mas me preocupei em limpar o queixo de Carlo, quando quase caiu chocolate em sua camisa. Aproveitei e limpei Julian também. Logo nós três estávamos do lado de fora da sorveteria e Louis ao nosso lado com a sacola.

- O que foi, meu amor? - perguntei, analisando sua expressão.

- Eu falo em casa - olhou de relance para Carlo. Apenas assenti e seguimos para o ponto de ônibus.

 Assim que chegamos, fomos bombardeados pelas gêmeas Daisy e Phoebe pulando em nós. As abraçamos e ela correram junto com os bebês para a cozinha, levando os potes de sorvete.

- Pode falar - me virei para Louis.

- Ligaram da delegacia - fez uma pausa, fiquei esperando ele continuar. - Acharam a mãe do Carlo.

- Ai, meu Deus, que bom! - disse animada, o abraçando e sorrindo.

- Temos que estar lá... - ele olhou no relógio de pulso e suspirou. - Em 15 minutos.

- Vamos! Temos que contar para ele! - puxei seu braço. - Espera... Agora não quero mais que ele vá embora tão rápido assim - fiz um bico. Louis riu e me deu um beijo na testa.

- Coração de manteiga derretido.

- Idaí? Tem algum problema com isso? - perguntei em tom de brincadeira.

- Tenho. Porque se não levarmos o menino, vão nos denunciar por sequestro - rimos. - Vamos - me deu um beijo, depois me puxou para a cozinha.

 Os dois pequenos pulavam em volta das gêmeas que se serviam do sorvete. Dei uma risadinha, até parece que eles não acabaram de sair de uma sorveteria. Daisy e Phoebe correram para sala, Louis colocou mais um pouco de sorvete para Julian, que seguiu as primas. Nós dois sentamos a mesa e Carlo ficava no pé do meu namorado perguntando onde estava o dele.

- Carlo, não dá tempo de outro sorvete agora - disse Louis. O menininho o olhou triste. - Nós vamos te levar para sua mãe, pequeno. Não é isso que você quer? - perguntou sorrindo.

- Mamãe? Minha mamãe? Cadê? Quelo minha mamãe! - ele começou a pular, animado, depois uma expressão de choro começou a se formar em seu rosto. Me apressei para pega-lo em meu colo.

- Calma. Nós vamos te levar agora, okay? - ele assentiu, contendo o choro.

 Saímos da casa direto para o carro de Louis. Eu ia no banco de trás com Carlo, que não parava de falar que iria encontrar com a mãe e soltava alguns soluços quando falava que estava com saudades dela. Chegamos na delegacia, mal saímos do carro e o garotinho saiu correndo em direção a uma mulher.

 Louis me abraçou pelos ombros, ficamos observando a cena de Carlo e sua mãe se abraçarem, ele chorando e ela o enchendo de beijos pelo rosto. Entramos na delegacia junto os dois, mais um homem.

- Muito obrigada por terem cuidado do meu pequeno - disse a mulher apertando o filho nos braços. Ela o entregou para o homem e se virou para assinar que acharam a criança.

- Que nada, nós adoramos tê-lo conosco - Louis bagunçou os cabelos de Carlo.

- Você se comportou bem, Carlo? - o homem perguntou, rindo. Ele assentiu, se agarrando mais nos braços do pai. Eu e Louis sorrimos.

 Depois de resolvido, saímos da delegacia. Nós nos apresentamos direito, os pais de Carlo se chamavam Melissa e Robert Era a hora de nos despedirmos do garotinho.

- Ai a genti foi toma sovete e eu fiquei com essa camisa do super-lelói - Carlo contava tudo que fizemos aos pais e apontou para sua camisa do Superman. - O papai também gosta de super-lelóis.

- Muito legal - sorri.

- E o Louis agola é o meu melho amigo, sabia? E a Seunome cuida de mim - ele continuou.

- Oh, pequeno. Também gostamos muito de você - Louis o pegou no colo e abraçou. - Agora nós temos que ir embora, okay? Você vai ficar com a sua mamãe e seu papai.

- Depois a genti pode toma oto sovete? E pa mim bincar com o Julian? - se seguiu uma troca de olhares, uma entre os pais de Carlo e outra entre mim e Louis.

- Você quer encontrar os dois de novo, Carlo? - Melissa perguntou. O menininho assentiu. - Nossa, o Carlo é bem tímido e nem fica tanto tempo sem um de nós por perto.

- Nem tagarela tanto sobre as coisas que fez em um dia. E naturalmente prefere só brincar com os primos da mesma idade na família - completou o pai.

- Bom, ele realmente se mostrou bem tímido, mas ficou muito bem comigo e com o Louis - disse o olhando.

- Isso é bom? - perguntou Louis.

- É ótimo - Robert sorriu. - Se vocês quiserem vê-lo algum dia, nós marcamos um encontro.

- Sério? Você quer? - Louis perguntou para Carlo, que disse um "sim" cheio de animação, nos fazendo rir.

 Trocamos os telefones e nós dois seguimos de volta para o carro de Louis. Ele tinha um sorriso estampado no rosto.

- Temos um filho agora. Bom... Teremos no dia em que fomos o encontrar - mexeu na marcha, se preparando para dar a ré. Coloquei a mão em seu rosto, encarando o mar azul de seus olhos e o beijei.

- Vai ser ótimo - sorri. - Dorme lá em casa hoje? Ou você vai ficar com os seus primos?

- Claro que posso, meu amor. Só vou ter que levantar cedo amanhã para pegar o Jack para jogar futebol, tenho que arrasta-lo para alguma coisa - rimos.

 Ele tirou o carro da vaga e tomamos o caminho para irmos até a sua casa primeiro. Fiquei em silêncio, Louis percebeu, já eu sempre cantarolo as músicas que passam na rádio, e ele começou a cantar uma e me olhava de vez em quando. Meu coração estava disparado, eu suspirava bem devagar para conter a minha respiração e sentia o meu corpo quente.

 Coloquei a mão na testa, só para checar. Louis parou de assobiar e franziu as sobrancelhas.

- Está se sentindo bem? - perguntou, ainda alternando seu olhar entre mim e a direção.

- Estou ótima, amor - coloquei a mão sobre a sua que segurava a marcha. Louis abriu um largo sorriso, acho que era a primeira vez que eu o chama de amor, nas outras vezes eram só Louis, Lou, Tommo.

 Dei um sorriso, apesar de estar sentindo essas coisas, eu realmente estava ótima. Não era uma coisa ruim, o calor que Louis me faz sentir é uma coisa maravilhosa. Nós dois temos passado mesmo muito tempo juntos nesses últimos dias, eu não sei quanto tempo leva para uma pessoa dizer "eu te amo", mas agora me sinto um pouco mau de não responder esse ato à ele. E depois de vê-lo com os pequenos meninos, minha admiração e a vontade de mantê-lo por perto só aumentavam. Agora só vou esperar a hora certa.

This is my heartbeat song. And I'm gonna play it. Been so long, I forgot how to turn it. Up, up, up, up, all night long. Oh, up, up, all night long - comecei a cantar Heartbeat Song da Kelly Clarkson, que começou a passar na rádio.

Essa é a música das batidas do meu coração. E eu vou tocá-la. Faz muito tempo, já me esqueci como aumentá-la. A noite toda. Oh, a noite toda.

CONTINUA...


Poeiraaa ahhh, poeiraaa ahhh. Eu disse levantou poeira!
Tudo bem, parei.

Hellooouis, my girls! Como vão?
Quando foi o último cap de VD, agosto de 2014? Realmente temos que limpar a poeira! Finalmente vou tirar as teias de aranha e voltar com essa fanfic, que gosto muito de escrever apesar de a ter deixado em hiatus >.<. O que acharam desse capítulo? Se a resposta for chato, o próximo virá melhor, e vou avisar que só teremos, no máximo, mais 2/3 capítulos pela frente :'(
Ah! E eu vou editar os outros capítulo nesse estilo, o "-" na frente da fala em vez do nome da personagem.
Bjão xx

O Louis nesse gif, scrr kkkkkkkkkkk'
Zayn: mereço esses meninos kscks

2 comentários:

  1. Wendy directioner:) dyh ;)11 de abril de 2015 15:32

    Então era isso que você escrevia ne ! Pensei que estivese esquecido de min :'( !!! Ta perfect ! Contt ! So nao gostei de ter que devolver o carlo :'3 ! Amei o capítulo e tambem o carlo é fofinho de + *-*

    CONTT POR FAVOR !!!! NÃO se ESQUECE MIM não ! Eu vou muito bem ;) vai la no "nosso meio de contato " e fala com eu thammy ♥♥

    Até mais girl

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  2. Continuaaa pf essa fanfic é a melhor q ja li ela precisa ter muitos capitulos ainda

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