Imagine com Zayn Malik - My Sweet Kitten (Parte 1)

domingo, julho 26, 2015 | | |

| Narradora |

 Era um fim de tarde bem ensolarada, não o suficiente para tirar o típico frio de Londres, mas era o bastante para ter várias famílias passeando nos parques da cidade. Em um deles, uma garotinha de 5 anos corria pela grama do Green Park com a mãe em seu encalço.

- Seunome, vamos... Está cada vez escurecendo mais e esfriando. Você não quer ficar gripada, não é? - tentava a alcançar, mas estava um pouco difícil com o peso da cesta de piquenique que carregava.

- Brincar, mamãe, brincar! - batia palmas.

 Ela correu dando pulinhos. A grama verde vivo amassava sob seus pés, passou por uma família que brincava com um cachorro de pegar discos, o animal passou voando pela menininha, que nem ligou e até achou graça. Olhou para trás e viu a mãe estava a alcançando, deu uma risadinha e acelerou o passo. Ao pular para a pista de cooper, acabou tropeçando e caindo. Iria começar a chorar, mas algo chamou sua atenção debaixo do banco do outro lado da pista.

 Se levantou, cambaleando, e se aproximou do assento de madeira, agachando-se em seguida para poder olhar. Uma forma pequena se encolhia ali, com a sua presença.

- Filha, o que está fazendo? Vai sujar todo seu vestido - a mãe se aproximou, ofegante.

- Olha, mamãe, um bebê - disse alegre e apontou para baixo do banco. Dava para se ouvir um choramingar baixinho, que logo foi cessado com a aproximação da mulher.


- Oi, está tudo bem? - perguntou. Não dava para o ver direito, já era começo de noite e o fato de estarem debaixo de uma árvore, atrapalhava a luz no interior do banco. O pequeno se encolheu ainda mais e os seus olhos ganharam destaque no escuro.

- Sai daí. Vem brincar, se não eu vou embora - a menina disse inocente e em uma tentativa de ficar mais no parque.

- Boa tentativa, mas ainda vamos embora - a mulher a encarou, séria.

- Ahhh! Faz cócegas! - Seunome puxou sua mão de debaixo do banco rapidamente, rindo, fazendo o outro rir baixinho. A mulher franziu a testa e se virou para frente.

- Cócegas? Foi você? - perguntou para a outra criança, que parou de rir. - Não fique com medo, pode vir.

- Vocês não vão gostar de mim. Ninguém gosta - disse cabisbaixo e com amargura, sua voz fininha e suave mostrava o quão novo era. Uns 3 ou 4 anos, talvez.

- Oh... Mas nós queremos te ajudar, achar seus pais. Para isso precisamos vê-lo.

 O pequeno deu um longo suspiro e - ainda hesitante - saiu lentamente de seu "esconderijo".

- Um gatinho! - a menina apontou entusiasmada para o garoto e sua mãe arregalou os olhos.

  No topo da cabeça do menino haviam um par de orelhas de gato marrom escuro, e um rabo grande de mesma cor surgia atrás de si, os olhos, ela notara, eram de um belo cor de mel, mas com o ambiente escuro eles adquiriam um brilho, os deixando um pouco dourados.

 Mas como isso? Seria um mutante? Não, não! Havia um nome para isso, a mulher pensava. Híbrido! O garoto era um híbrido de gato! O mesmo olhou para baixo, envergonhado com a reação da moça, sua calda e orelhas seguiam seus sentimentos, estavam abaixadas, tristes.

- Eu disse q-qui v-vocês não iam gostar de mim - brincou com os pés, ainda de cabeça baixa e parecia que as lágrimas iriam voltar.

- Mas... De onde você veio? Quem fez isso com você? - a mulher disparou.

- Eu fugi.

- Mamãe, eu quero! - a menina iria correr para ele, mas a mãe impediu.

- Quantos anos você tem? - o menino mostrou a mão, indicando 4. - Meu Deus, e você fugiu? Cadê sua mãe? - ele negou com a cabeça.

- Fugi du orfanatu. Lá as pessoas são más - disse com amargura e sentiu as lágrimas voltarem. Ela ficou pasma, como poderiam fazer aquilo com uma criança? A pequena Seunome soltou da mãe e se aproximou, curiosa. Tocou nas orelhas do mais novo, as fazendo se encolhem, achou graça e fez carinho em sua cabeça.

- Olha, mamãe, ele ronrona - deu uma risada gostosa.

 A mulher sorriu com a cena fofa, o menino se aproximava mais da menina querendo carinho, enquanto a mesma acariciava seus cabelos rindo, fascinada com aquilo. Lembrou da hora ao olhar o céu escuro.

- Precisamos ir. Qual o seu nome?

- Za-zayn - o garotinho gaguejou.

- Muito bem, Zayn. Hoje você virá conosco, está frio e você é muito pequeno para ficar sozinho. -
Seunone comemorou, o fazendo sorrir tímido.

 Carla, que era o nome da mulher, pegou na mão de cada um e caminhou para fora do parque. Zayn segurava forte em sua mão, estava com medo, mas estava contente por ter encontrado alguém que não o rejeitou. Tinha fugido ontem do orfanato, desde então não havia comido e dormido direito, e passou frio na noite anterior, encolhido embaixo daquele banco.

 Carla os colocou no meio do banco traseiro do carro e colocou o cinto. Guardou a cadeirinha da filha no porta malas, já que não cabia os dois e ainda deixaria mais espaço para eles. Tomou o rumo para a casa, olhava a todo instante pelo retrovisor. Zayn ainda estava muito tímido e acanhado, Seunome ria quando o rabo do garoto passava por ela. "Deve ter sido isso que ela disse que fez cócegas", pensou. Sorriu. Olhou para frente com um olhar mais sério. O que seu marido acharia disso?

 Estacionou o carro na garagem, pegou a cesta usada no piquenique, tirou o cinto das crianças e entrou em casa, dizendo para nenhum dos dois fazerem muito barulho. O som da televisão anunciava o noticiário da noite, com os âncoras fazendo um breve resumo das principais notícias do país e da cidade. O homem, que estava sentado no sofá maior, levantou a cabeça ao ouvir o barulho da porta fechada. Seunome correu para os braços do pai, lhe dando um abraço forte.

- E ai? Gostou do piquenique? - indagou, ela assentiu animada. - Da próxima vez nós vamos no sábado, dai dá para o papai ir, okay? - ele recebeu novamente um aceno de cabeça rápido como resposta.

- A gente encontrou um menino! Ele é um gatinho! - Seunome contou, alegre.

- Hum... Já aprendendo a chamar os garotos de gatinhos? - o pai riu e olhou para a esposa, que deu um sorriso torto.

- Talvez seja porque ele realmente é um gato - deu um passo para o lado, revelando o pequeno garotinho que tentava se esconder atrás de suas pernas. O homem arregalou os olhos, e por instinto se levantou com a filha nos braços, a prendendo de um modo pretetor.

- Mas... O que é isso? - o pequeno abaixou a cabeça, envergonhado e triste.

- Amor, calma! Ele é um híbrido, o encontramos sozinho com frio e fome no parque. Não o poderia o deixar lá - Carla disse calmamente.

- Mas ele pode machucar a nossa filha!

- Tudo ocorreu bem do parque até aqui.

- Querida, ele tem rabo! - insistiu. Ela revirou os olhos.

- Ele é um amor, dá para perceber que é bonzinho - agachou-se ficando na altura de Zayn. Tocou em seu nariz e o mesmo espirrou. Carla deu um sorriso, ele é uma graça.

- Que fofinho!!! - a menina gritou e se debateu no colo do pai para descer. Correu até o menino, o abraçando. - Podemos ficar com ele?

 A mãe riu.

- Não é assim, filha. Por mais que ele...

- Tenha um rabo e orelhas de gato - o marido falou, recebendo um olhar de repreensão.

-... Ele continua sendo humano e precisa ter carinho e ser tratado como igual. Há toda uma burocracia para se adotar uma criança.

- Mas se vocês quiserem, eu posso ir embola - Zayn olhou para baixo. Ele já começava a achar que não era uma boa ideia ter vindo, e qualquer o lugar que fosse ninguém nunca iria o querer por perto. Se sentia com uma aberração.

- Não precisa, pequeno - Carla sorriu para ele. - Roberto, poderia dar um banho na Seunome? - pediu. Meio relutante, ele assentiu, pegou a filha novamente nos braços e subiu. - E você, vem comigo para a cozinha - pegou na mão do menino, indo até o cômodo. A cozinha era modesta, de bom tamanho para pessoas de classe média. As paredes claras deixavam o lugar mais iluminado. - Você gosta de leite? - perguntou e ele sentiu rapidamente. Foi até a geladeira, depois seguiu para os armários.

 Esquentou um pouco de leite e pegou algumas bolachas e biscoitos, os colocando em cima da mesa. A mulher sorria ao ver a satisfação da criança ao comer, embora ele ainda estivesse tímido. Assim que terminou, o levou para o banheiro do corredor de cima, Seunome e Roberto deviam estar em sua suíte.

- Você vai tomar um banho agora, tudo bem? - ele negou.

- Não gosto de banho - sua voz saiu como um sussurro. Se encolheu. Por essa parte, seu instinto de gato falava mais alto.

- Não gosta? Mas você não quer ficar cheiroso e quentinho?

 Dado por vencido, ele concordou. Carla o colocou debaixo do chuveiro, e saiu rapidinho para procurar algo para Zayn vestir. Ela não tinha roupas de menino, então improvisou com um conjunto de moletom cinza da filha, o desenho que tinha era de flores, mas serviria para aquela noite. O vestiu, indicou o quarto de Seunome para ele ir e entrou no seu. Roberto estava deitado na cama, fitando o teto. Deitou ao seu lado, o fazendo a olhar.

- Por favor, dá uma chance para o menino.

- Nós nem sabemos quem ele é.

- Uma criança que mesmo sendo muito nova, sofreu com a maldade de algum ser humano.

- Não sei, ele não pode fazer algo a Seunome?

- Como faria isso? Ela adorou ele, já está com a ideia de o adotá-lo - riram. - Vamos cuidar dele, e amanhã nós procuramos saber de onde veio. Pode ser?

- Tudo bem - sorriu. Eles deram um selinho e a mulher voltou para o andar debaixo, dizendo que iria preparar o jantar.


***

 No jantar, Seunome como sempre contava o que havia aprendido na escolinha e também sobre a tarde no Green Park. Perguntou a Zayn como era na escolinha dele, o mesmo baixou a cabeça e começou a chorar dizendo que não gostava, lembrando de como era o orfanato. Carla amenizou a situação, acalmando o menino.

 Roberto ainda estava com receio, mas começava a olhar pelo lado do garotinho. Um híbrido de gato, pensou. Como poderiam ter a ideia maluca de misturar animais com seres humanos e praticar isso em uma criança que ainda nem fazia ideia de como era o mundo. Mas agora enfrentava as consequências de uma crueldade.

 Após a refeição, a mulher levou as duas crianças para o quarto da filha. Conversou mais um pouco com o marido, sobre o que fariam com essa situação. Depois subiu novamente, para dar boa noite.

 Assim que entrou no quarto lilás de Seunome, a observou enquanto mostrava suas bonecas para Zayn, falando o nome de cada uma e dizia que ela tinha dois amigos meninos na escolinha.

- Muito bem. Hora de dormir - os dois viraram para a encarar, entrando totalmente no cômodo.

- Zazzy vai dormir aqui comigo? - a filha perguntou animada, e Carla franziu a testa com o apelido.

- Sim. Mas cada um de um lado. Seunome, deita ali para cima e, Zayn, nos pés da cama - assim fizeram. Ela pegou a coberta e os cobriu. Deu um beijo na testa da filha e olhou para menino.

- O pai da Seunomi não gosta de mim? - seus olhinhos brilhavam.

- Não é isso, ele só estava preocupado. Sabe, nós nunca tivemos um híbrido em casa - tocou em seu nariz, o fazendo espirrar. Percebeu que ali era uma região sensível do pequenino. Riu e deixou só a luz do abajur lilás aceso, antes de sair.

 Zayn se acomodou naquele lugar aconchegante, fechando os olhos. Estava quente, sem fome, e suas orelhas se mexiam de acordo com os sons do ambiente. De tão bom, começava a ronronar baixinho. Sentiu um peso ao seu lado e encarou a menina, que o olhava com atenção.

- Você quer ficar aqui para sempre? Vai ser legal - ele apenas deu um sorriso de canto. - Mamãe disse que você precisa de carinho e eu vou te dar muito carinho. Você é meu irmão gatinho, tudo bem?

 Fez carinho em seu cabelo, perto da nuca, e nas orelhas híbridas dele. Zayn fechou os olhos, aquilo era muito bom. Começou a ronronar, a menina riu contente e se acomodou para dormir do lado do gatinho. O seu gatinho.

12 anos depois...


| Seunome |

- Cuidado! - Zayn gritou. Virei para trás no instante em que ele pulou em cima de mim. Acabamos rolando pela grama do quintal, paramos com ele por cima de mim.

- Seu louco! - ele dava risada. - Quem que grita "cuidado" e pula na pessoa?

- Eu! Queria te avisar para se preparar - sorriu maroto. Seu rosto estava bem próximo do meu, encarei aqueles olhos cor de mel manhosos e balancei a cabeça espantando qualquer pensamento.

- Com um segundo de vantagem? Ridículo - empurrei ele para o lado. Me sentei, Zayn se deitou de lado e me fitou. - Tenho que ir - disse de repente e entrei depressa em casa.

 Não sei... Nesses últimos anos os olhares de Zayn me intimidavam muito. Não sei como explicar, parece que minhas bochechas sempre coram e meus batimentos ficam descompassados em sua presença. Entrei no meu quarto e me joguei na cama, pensando em quando éramos crianças.

 Zayn nos contou que havia fugido do orfanato em que morava. No dia seguinte em que o encontramos, meus procuraram nos orfanatos dos arredores e acabaram achando. Lá, eles disseram que o acharam com 2 anos brincando fora de um laboratório. Ele já tinha as orelhas e rabo de gato, acharam uma crueldade com o pequeno e o levaram para o orfanato, mas as crianças de lá não reagiram muito bem, os mais velhos o chamavam de aberração e nunca o incluíam nas brincadeiras com os outros da sua idade.

 Zayn passou a se esconder de todos, principalmente nos dias de visita para adoção, pois achava que ninguém iria o aceitar por ser o que é. Conseguiu fugir pelo portão dos fundos, que por um descuido foi deixado e ninguém tinha visto o pequeno menino escondido por perto.

 Meus pais, comovidos, decidiram adotá-lo, nós o havíamos adorado. Até meu pai. Ele admitiu que não tinha gostado da ideia quando o viu pela primeira vez e ficava preocupado se Zayn pudesse me machucar caso ele tivesse aqueles ataques de fúria igual aos gatos. Mas acabou se levando pela doçura e jeito tímido do garotinho.

 Crescemos tendo uma relação muito próxima, eu sempre o chamava de "gatinho". Bem, ainda chamo... Dei um longo suspiro. Alguns minutos depois Zayn entrou no meu quarto, sem se quer bater na porta, e se deitou ao meu lado.

- O que foi? Por que saiu correndo? - me indagou. Seus olhos brilhantes passeavam por todo o meu rosto. Suas orelhas estavam expostas e em pé, esperando pela resposta. Eu sempre tenho o hábito inconsciente de acaricia-las, mas agora, neste momento, contive o ato de faze-la.

- Estava pensando em sair para arrumar um emprego - disse depois de um tempo. E eu realmente estava pensando nisso nos últimos dias. Ele negou rapidamente.

- Não! - se sentou e me encarou sério. Também me sentei, o fitando.

- Como assim não? Tenho 17 anos e preciso começar a fazer alguma coisa.

- Por isso. Daqui há três meses você se forma, eu vou ter que ficar naquela escola sozinho - disse a última frase entre dentes.

- Mas eu pensei que já tivesse acostumado, está no 2° ano e tem amigos.

- Mas sem você não é a mesma coisa - resmungou.

  O analisei por alguns segundos. Zayn teve muita dificuldade quando entrou na creche e na escola, não porque ele não é inteligente, muito pelo contrário, Zayn é bem esperto, mas sim porque ele sempre usa touca para sair de casa. De começo, todos pensavam e/ou perguntavam se ele tinha alguma doença que fazia o cabelo cair. Com o tempo as pessoas começaram a parar de questionar, mas lembro quando um valentão idiota tirou sua touca no meio do pátio da escola, ele colocou as mãos na cabeça impedindo que as orelhas aparecessem, e me intervir enfrentando o menino. Várias pessoas me perguntaram se sou louca, af! Não importa quem for a pessoa, mas sempre que puder, vou proteger o meu gatinho.

- Como assim sem mim? Você não vai me ver aqui em casa? E não tem os seus amigos?

- Sim... Mas você que é a minha melhor amiga - sorri, mas ele não aprestou atenção, continuando a 
falar -, gosto quando passamos o intervalo juntos e odeio quando você trás aqueles seus amigos para cá, principalmente o Rick, e provavelmente seu trabalho vai ser de tarde, e é a tarde que estou em casa, então não vamos nos ver muito...

- Zayn, para de tagarelar! Está até parecendo o Niall - ele arqueou uma sobrancelha para mim. - Okay, entendi que você quer continuar com o tempo que passamos juntos. Não se preocupe, ainda teremos nosso tempo juntos.

- Jura? - perguntou animado. Eu concordei com a cabeça. Ele sorriu e entrelaçou nossos dedos. Sorri levemente e não sei o por que, mas senti que esse gesto tinha algo a mais do que sentimento de irmão.

- Zayn? - a voz da minha mãe ecoou do corredor. Zayn deu pulou da cama e entrou no meu guarda-roupa.

- Ei! Zayn Malik, você já tem 16 anos, saía dai e enfrente sei lá o que a mãe quer - ri, batendo na porta. Quando menor, Zayn tinha o costume de se esconder dentro do guarda-roupa todo encolhido quando sentia medo e se sentia triste. E por lá ficava até alguém o encontrar e o convencer de sair de lá, que por maioria das vezes era eu. Ele a abriu, me puxando para dentro e a fechou novamente. - Menino! Com certeza você está louco hoje!

- Shiii! Ela quer saber se eu tomei banho direito ontem, porque como estava frio, eu não queria - sussurrou e eu percebi o quando estávamos perto naquele espaço pequeno, mas não o via direito por conta das roupas.

- Arght! E você não tomou? - fiz uma careta. Apesar dos anos, ele insiste com essa coisa de que gatos não gostam de banho, ele toma banho, mas às vezes tem pegar em seu pé. Agradeço a Deus por Zayn não gostar dos típicos banho dos gatos com a língua.

- Claro que tomei - bufou. Dei uma risadinha. - Mas você sabe como a mãe enche o saco com isso. - Ficamos alguns instantes em silêncio. - Seunome? - me chamou. Resmunguei um "hum?". - Está ficando muito apertado...

- Você que nos colocou aqui - ri, sarcástica. - Eu vou sair - tentei me mexer para abrir a porta e sinto sua mão me segurar.

- Não saia, não foi uma reclamação - ele tirou um casaco da frente me dando a visão de seus olhos, que ganharam um brilho com a pouca luz. Duas maravilhosas orbes castanho douradas no escuro. Zayn se acomodou ficando agachado do meu lado, agora sentia sua respiração quente perto do meu rosto.

- Zayn... - disse ofegante quando se aproximou mais. Meu coração acelerou.

- O que os dois estão fazendo ai? - minha mãe abriu de repente a porta nos dando um susto. Me sobressaltei e meu coração disparou mais ainda. Zayn soltou uma exclamação, que saiu mais como um miado. - Andem, saiam dai - fizemos o que pediu. - Zayn, se quiser tem um lanche lá embaixo, seu pai comprou mais leite e sobre ontem nem preciso perguntar, não é? - ele negou. - Seunome, a Bia, o Niall e Rick, estão lá embaixo.

- Rick... - repeti lembrando de que Zayn falou que não gosta dele. - Esqueci que eles iriam vir para fazemos o trabalho da escola - o gatinho me olhou com os olhos serrados e saiu, passando rápido por mim. Dei um longo suspiro, tanto pelo o que aconteceu - ou quase aconteceu - dentro do guarda-roupa quanto por essa saída dramática dele. Me virei para minha mãe e ela dava um sorriso de canto. - O que foi?

- Nada, filha. Vai que seus amigos estão esperando.

 Apenas sai do quarto, conhecendo a minha mãe, sei que ela está pensando e imaginando alguma coisa do tipo "sei o que está acontecendo, intuição de mãe sempre sabe". Balancei a cabeça e desci as escadas para a sala.




Lumus

Hi, girls.
Bom, não sei se alguém aqui lembra do imagine My Sweet Kitten que eu já havia postado aqui. Eu o reescrevi e agora estou postando novamente. Espero que gostem e até a próxima parte.
Bjão xx

Nox

2 comentários:

  1. QUE LINDO/FOFO/MARAVILHOSO/PER-FECT!
    AMEI, continua por favor <3
    Que fofinho *u*
    Amei dms <3
    Xx

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