The Savage - Liam Payne

domingo, agosto 30, 2015 | | |

▦Chegando atrasada, por favor não me matem!
▦One-short especial niver baleia Payno. Para escrever The Savage, eu me inspirei em Coração Indomável, não totalmente no enredo e sim no local e em alguns personagens.
▦Contém; Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência.
▦Este trabalho é inteiramente ficcional. Nunca associe os eventos e personagens com os membros reais da One Direction.
▦Boa leitura.

  Inglaterra, 1950

  Em um ímpeto, Orion e Zayn continuaram a caminhar, minutos depois chegaram ao campo, onde havia uma grande olantação de tulipas, onde Orion gostava de passar as horas deitada e sentindo o perfume das flores. Zayn, por outro lado, sempre admirou este costume a mais nova. Era um caminho difícil, obviamente, mas Orion e Zayn nunca se importaram. Era uma caminhada longa de sua casa até o campo, mas nada que lhe impedisse.      

Era verde e tinha um aroma singular de tulipas roxas, as preferidas de Orion.

  — Olhe para elas, Zayn... Não são lindas? — O pequeno corpo da criada abaixou-se lentamente, até estar de joelhos na grama fresca, arrancando uma flor com cuidado e a levando até o nariz. Observou suas pétalas com seus olhos azuis celestiais, parecendo gravar cada detalhe. O moreno apenas caiu cansado e passou a olhar a menina colhendo as tulipas uma a uma.
 
***

   Eu diria que ele continua exatamente como me lembro, Louis! —  O homem alisava o pelo brilhoso do cavalo de cor branca. A pelugem fazendo cócegas em contato com as mãos macias do futuro coronel.

   Não teria tanta certeza, patrão. O senhor passou muito tempo fora —  O sorriso do capataz era estonteante. Era bom ter o patrão e amigo de infância de volta.

  — Talvez os ares de Londres tenham de feito esquecer das coisas do campo, até mesmo do meu próprio cavalo —  Gargalhou, juntamente com o moreno.

   Ele se lembra muito bem do senhor —  Liam olhou para o animal, que estava quieto, como se observasse toda a conversa dos dois.

   De qualquer forma eu irei cavalgar um pouco pelos campos. Estou com saudades do ar puro da natureza —  Payne suspirou fundo, fechando os olhos e deixando o ar fresco bater contra o rosto belo.

  No auge de seus vinte e três anos, Liam Payne poderia ser a beleza em forma de ser humano. Seus lábios eram de um vermelho vivo e aparentavam serem macios. A pele morena era leitosa e livre de qualquer imperfeição. Os cabelos formado em um alto topete precisavam de um bom corte, segundo sua irmã, mas o davam um charme único, que deixava qualquer pessoa com as pernas bambas apenas de olhá-lo. Obviamente, havia os olhos. Castanhos como duas avelãs recém colhidas. Seu sorriso era de tirar o fôlego e ninguém teria dúvida de suas intenções ao que Liam dava seu típico sorriso malicioso.

  Ele era esplendorosamente belo e ninguém poderia relutar contra.

  Ao subir no cavalo, partiu em direção aos campos de flores, onde gostava de passar o tempo. Era um bom lugar para relaxar e tirar um pouco o estresse dos negócios. Seu cavalo continuava robusto como se lembrava e igualmente rápido. Em poucos minutos chegou até seu destino.

  Perto dali, Orion estava sentada na grama, com todas as flores colhidas em seu colo, enquanto conversava animadamente com Zayn.

   Precisamos ir, Orion.  — Anunciou o moreno.

   Só mais alguns momentos, Zayn! —  Pediu, deitando sobre a grama fresca.

  —Vou lhe esperar no riacho, não demore. — Zayn anunciou, sumindo na mata segundos depois.

  Deixou a flores ao seu lado, levando as mãos para trás de sua cabeça e cruzando as pernas. Seus cabelos caiam em uma cascata castanha e vasta, sobre a grama verde. Sorria pequeno enquanto sentia os raios de sol acalentando a pele do seu rosto.

    Ei, você ai! —  A jovem parou de abrupto. Orion partiu os lábios rosados em espanto.   
  
   Céus... — Orion sussurrou, continuando a olhar para o imponente ser montado em um cavalo. O chapéu preto que usava lhe dava um ar superior, junto com a camisa preta um tanto transparente, que ele fazia questão de deixar três dos seis botões abertos, revelando seu peito forte.

  O corpo da menor congelou. Não conseguia correr, tampouco se explicar para o homem. Ao ver o mesmo descer do cavalo, Orion foi para correr, mas ao pensar em suas flores, abaixou-se as pegando, logo após, tomando impulso. Sua última migalha de esperança foi destruída quando uma mão forte agarrou seu braço fino. Os lábios rosados e delicados se escancaram pela força a qual era imposta contra sua pele.

    Não, você fica! —  O homem advertiu. Orion gelou em seu lugar e, talvez, ela estivesse com medo. —  Quem é você e o que faz aqui? —  Perguntou o maior.

  Orion cometeu um erro em responder, no entanto.

   Isso não é da sua conta — Soltou o braço da mão alheia com força, por mais que seu pequeno corpo tombasse para trás. Liam observou a expressão marrenta da menor.

  Não aparentava mais de dezoito anos. Tinha uma pele alva e aparentemente sedosa. Seus olhos eram azuis como o mar, seus lábios eram rosados e cheios como uma cálida fruta. Suas vestes eram surradas e, em algumas partes, rasgadas.

  Liam se impressionou com o atrevimento da menor. Uma garotinha daquela estrutura não deveria ser tão arisca... Pelo menos não com alguém como ele.

   Está na minha propriedade, acho que isso é sim da minha conta — Orion suavizou sua expressão para uma de surpresa, mas ela não durou muito. Logo uma expressão de puro deboche e superioridade tomou seu esplendorosamente belo rosto. Liam, sentindo-se desafiado —  coisa que não esta a acostumado —  apertou novamente seu braço, no intuito de fazê-la falar.

   Me solte! —  Gritou Orion. —  Me solte ou eu gritarei tão alto que ficará surdo! —  Voltou a pronunciar, desta vez, mais baixo.

  — Não é gritando que vai me impedir de saber o que está fazendo em minha propriedade e o que anda roubando daqui — Orion então ofendeu-se. Nunca, jamais alguém iria o acusar de roubo. Poderia ser pobre, admitia, mas ladra, nunca.

   Eu não sou nenhuma ladra! — Advertiu a menor em tom de aviso. Liam arqueou uma sobrancelha e sorriu debochado.

  — Não? E o que são essas flores? — Payne levou seu olhar até o buquê estava desfeito. Varias tulipas estavam pela grama e Orion quis chorar. Todo seu trabalho jogado fora.

  — São para minha mãe. E elas não são suas. —  Proferiu a de olhos azuis.

  — Claro que são.

   Elas são da terra, não suas. Qualquer um pode colhe-las! — Liam quis rir da petulância da menor.

  — Eu não esperava outra coisa das pessoas daqui. Irei relevar pelo seu nível de ignorância —  Sorriu novamente com ironia, o que só fez com que Orion se indignasse ainda mais.

  — Ignorante é a sua vó! —  Revidou, um tanto infantil. Liam partiu os lábios em descrença. A menor, se aproveitando do momento de distração, pegou rapidamente a mão que prendia seu braço, dando uma mordida forte na palma da mesma. Liam abriu a boca em dor, enquanto via a pequena selvagem correr em meio às arvores ao lado, podendo ser ouvida a risadinha travessa da menor.

  — Merda! — Liam praguejou estridentes, subindo em seu cavalo e bufando em seguida.  Raiva não seria o termo apropriado para expressar o que o rapaz de 23 anos estava a sentir naquele momento. Frustração, talvez. Seu orgulho foi afetado por não conseguir, de certa forma, dominar aquela garota arisca. Por mais que tentasse se manter zen, ele realmente gostaria de reencontrar aquela garotinha atrevida e lhe pôr em seu devido lugar.

  Seria mentira dizer que o local da mordida não latejava de vez em quando e que, infelizmente, lhe fazia lembrar da sua incompetência.

  — Garotinha petulante, com aquele beicinho abusado, rostinho debochado... — Payne murmurava raivoso e totalmente indignado. Aquela pequena selvagem havia o desafiado e instigado um tanto, mas isso não ficaria assim. 

***

  — Orion, sua menina atrevida! Deixe esses doces aí mesmo — Falou a mulher de grandes olheiras nas beiradas de seus olhos. As pálpebras caídas e as rugas em excesso em sua pele indicava facilmente sua idade avançada, sobretudo as linhas de expressão decaídas ao redor do rosto rechonchudo. Entretanto, o esplendoroso sorriso de orelha à orelha não lhe saia do rosto de maneira alguma, mesmo quando estava a brigar com a levada Orion por sua mau educação em locais públicos, no qual estava acontecendo em sua loja neste momento.

  — Rosy... Só umzinho — Pediu manhosa, levantando um pacotinho azul de chocolate frente ao seu rosto jovial. A senhora  — que se encontrava atrás do balcão — cruzou os braços gordos sobre os protuberantes seios, fechando os olhos balançando a cabeça de forma negativa, com um grande bico — Por favor? — Voltou a pedir, forçando ao máximo sua voz, para que ela saísse alguns oitavos mais fina e cerca de dez vezes mais manhosa. Quem visse a situação de longe, poderia dizer fielmente que Orion estava chorando.

  — Nem umzinho, nem umzão. Sua mãe já não te disse que não lhe quer comendo bobagens? — Rosy deu a volta no balcão, parando logo à frente de Orion, que continuava com o pequeno pacotinho estendido frente ao rosto pidão e os olhos azuis arregalados.

  — Ela não está aqui agora, está? — Um sorrisinho brincalhão foi nascendo nos lábios rosados da garota, esperançosa até. A boca salivando para devorar o delicioso chocolate.

  — Você fica acelerada quando come muito açúcar, sabe disso — Pegou o pacote dos pequenos dedos, a face esperançosa murchando de repente. Os lábios molhados preenchidos por um sorriso dando lugar a um bico de emburrecimento.

  — Ah, Rosy, não seja má... — Rodeou o balcão, sentando-se no banco atrás do mesmo, apoiando os bracinho na madeira e recostando o rosto em cima destes. A senhora ainda arrumava os dedos nas bombonieres que haviam nas prateleiras. Começou a desenhar círculos imaginários na madeira marrom, enquanto Rosy não acabava seu trabalho. Os olhos de Orion se mantinham perdidos em algum lugar, a imagem dos mesmos desfocando com um tempo, sua mente fazendo o trabalho de voar para longe...

  — Orion! — A gorda senhora falou, chamando a atenção de Baudelaire. — Onde estava com a cabeça, menina? — Falou em tom de repreensão.

  — Desculpe, Rosy... Eu estava pensando na Mama — Falou meio tristonha, Rosy se aproximando para conversar.

  — O que tem Odeya?

  — Faz dias que ela me pediu um ramo de flores e logo no dia que deu pra eu e Zayn iríamos colhe-las... O filho do coronel Geoff resolveu aparecer — Resmungou, ganhando um olhar sério de adversão de Rosy.

  — Sabe que é errado andar pelas propriedades dos Payne, não sabe? Uma hora iam acabar te pegando — Orion ia abrir a boca para revidar, mas, ao pensar outra vez, viu que sim, era realmente errado.

  — Eu sei, Rô... Mas o problema é que eu não gostei nada do jeito daquele coronelzinho que é o filho do Sr. Geoff. Minha mãe sempre falou que a cria sempre é igual ao criador — Falou com escárnio, soando engraçado pelo seu tom de voz e a maneira absurdamente infantil que as palavras saiam de seus lábios.

  — E o que você fez quando ele chegou?

  — Eu dei uma bela mordida nele pra deixar de ser abusado — O bico da menina aumentou consideravelmente, fazendo a senhora gargalhar e acariciar os cabelos castanhos e cacheados da pequena.

  — Ai, Orion... Só você mesmo pra fazer uma coisa dessas com o filho do Sr. Geoff.

  — Ele mereceu, vai — A acompanhou na risada. — Rosy do céu! — Se espantou ao olhar para o relógio de parede e ver que já passavam das três da tarde e que deveria estar em casa desde as duas, perdendo a hora ao resolver ir fazer uma visita à Rosy em sua loja — Tenho que ir, Rô, minha mãe vai me matar! — Falou a pequena, levantando-se de repetente, não perdendo a oportunidade de surrupiar o chocolate da mão de Rosy quando, inocentemente, foi dar um beijo de despedida em sua bochecha corada e gordinha.

  — Ah, sua peste! — Rosy falou, assim que viu Orion correr porta à fora, gargalhando infantilmente.
  A missão de correr e abrir o pacotinho era difícil, afinal, ela tinha que manter o ritmo, tomar cuidado para não ser atropelada e, por fim, saborear o tão esperado doce de cacau. Assim que conseguiu abri-lo, não tardou em jogá-lo dentro da sua boca, fazendo uma expressão de prazer ao sentir suas glândulas gustativas absorverem o sabor doce. Estava tão concentrada saboreado seu tão esperado chocolate, que não notou a direção a qual suas curtas pernas estavam lhe levando. Infelizmente, direto contra um peito forte e largo. Sua arqueou e, quando percebeu, seu corpo já se encontrava dolorido e caído no chão da calçada. Fez uma careta de dor, partindo os lábios.

  — Ora, ora, ora... — Ouviu a voz que escutara ontem à tarde. Ela realmente não queria ter voltado a ouvir — De quem estava correndo? Da polícia? — Orion o olhou com certa raiva, suas sobrancelhas se juntando enquanto um bico se formava em seus lábios vermelhos e molhados. O chocolate pegajoso ainda derretendo em sua boca.

  Viu quando o filho de Geoff tirou o chapéu, pondo-o formalmente sobre o peito. Um sorriso presunçoso fixado em seus lábios. Orion levantou-se lentamente, ainda olhando com repreensão para o rapaz de olhos castanhos. Ia passar por ele, mas mãos fortes seguraram sua cintura, a impedindo de passar. Em questão de segundos as mãos do mesmo já estavam longe de seu corpo, pois Orion as tirara com agilidade.

  — Não me toque! Quer levar outra mordida? — Advertiu, dando um passo para trás e olhando raivosa para o homem. Com a mesma fúria de um filhotinho de bezerro, pensou Liam.

  Woo...  — Liam colocou novamente o chapéu sobre seus cabelos, levantando as mãos em rendimento. —  Eu só queria me desculpar por ontem... — Orion não falou nada, no entanto. — Eu fui precipitado ao deduzir que estava roubando.. Tanto que voltei a cometer este erro agora a pouco. Minhas sinceras desculpas, Senhorita... — Deixou a pergunta no ar. Orion, ágil, limpou os vestígios de chocolate que haviam nos cantos de sua boca e sugou os lábios vermelhos, o respondendo:

  — Baudelaire. — Limpou a garganta, tentando falar bonito igual ao homem a sua frente. — É, Orion Baudelaire — jogou o nariz para o alto. Nem será preciso dizer o quão hilária aquela cena foi para Payne. O homem tentou não rir diante da situação.

  — Bom, Senhorita Baudelaire, presumo que deve saber quem eu sou, ent-

  — Eu não sei não. — Falou infantilmente, com uma certa pitada de ignorância proposital.

  — Payne. Liam Payne! — Estendeu a mão formalmente para a garota que, temerosa, apertou com suavidade a mão do homem — Foi uma conhecidencia enorme nos esbarrarmos outra vez, não acha?

  — É. — Orion tentava demonstrar seu desinteresse da melhor forma possível. Liam não era burro, obviamente, pareceu compreender.

  — Senhorita Baudelaire, eu terei que ir agora. Desculpe-me pelo incidente mais uma vez. Até logo. — Orion sorriu falso, sem dentes, continuando sua trajetória.

  Liam sorriu ao continuar andando. A pequena selvagem podia ser mais cômica que um show de humor.

***


  — Eu não entendo por quê tenho que usar estas roupas quentes. Deste jeito eu irei cozinhar aqui dentro - Orion chiou, fazendo sua mãe lhe repreender com o olhar.

  — Quieta. Preciso terminar de ajustar este vestido ainda hoje. O Sra. Hale é uma mulher exigente. — Odeya completou, fazendo Orion revirar os olhos discretamente — Não revire os olhos pra mim, menina. 
— Orion riu sem jeito, continuando a se mexer desconfortavelmente enquanto sua mãe alfinetava algumas partes do tecido.

  — Quando acabar posso ir nadar na cachoeira? — Perguntou baixinho, fazendo sua mãe murmurar algo, enquanto mantinha um alfinete preso em seus dentes — Mãe! — Odeya riu divertida da reação impaciente da filha.

  — Tudo bem. Depois quero que vá à casa de Phoebe deixar as roupas que ela pediu para arrumar do Ethan. — A menina assentiu — Só não chegue tarde, filha. Quero que você já esteja dormindo quando seu pai chegar em casa — Falou com certa tristeza. Por ser domingo, era comum Alec sair para beber e chegar tarde da noite. Os infelizes dias em que Orion ficava acordada para ver o escândalo, rendiam boas cicatrizes em seu corpo.

  — Mama, por que acha que o papa é assim? — Odeya ficou em silêncio um segundo, logo após suspirando.

  — É uma longa história, meu bem — Era sempre a mesma história. Orion nunca ficava apar de nada que levava seu pai a agir da forma nojenta que o mesmo agia, no entanto, ele era assim desde que Orion se lembrava, e então acabou se acostumando com suas atitudes, por mais que ainda chorasse baixinho durante à noite.

 — Vai se incomodar se eu for pegar flores? — Piscou os olhos adoravelmente, tentando convencer a mulher, que agora arrumava a parte da saia do vestido que Orion vestia.

  — Sim, eu irei me incomodar bastante. Já te disse que não quero você andando por àquelas bandas, Orion. - Falou severa, fazendo Orion murchar — Não pense que a Rosy não me contou das suas estripulias com o filho do coronel.

  — Que dedo dura! — Orion cruzou os braços na altura do seu peito, fazendo Odeya a repreender.

  — Espero que isso não se repita, mocinha.

  — Não prometo — Murmurou baixinho, quase inaudível.
 
***
  — Helena! Que prazer enorme recebê-la em nossa casa — Nicola cumprimentou a bonita moça, na faixa de seus vinte e poucos anos. Os cabelos negros eram de um ondulado bonito, enquanto os olhos eram de um castanho penetrante. As bochechas eram agraciadas por um tom rubro, enquanto os lábios bem desenhados eram coloridos por um batom cor de boca. — O prazer é todo meu. Depois que Liam foi embora para Londres, se tornaram raras minhas visitas à casa de vocês — Falou com um sorriso, enquanto ambas sentavam no sofá da sala de estar.

  — Eu entendo, eu entendo. Quem trocaria a beleza do meu irmão pelos papos de comadre de minha mãe e eu? — Nicola brincou, fazendo Helena rir.

  Helena e Liam eram amigos desde infância. Sendo ela filha da prima de sua mãe, acabaram por se tornarem grandes amigos quando crianças. Liam sempre soube, no entanto, que a prima nutria sentimentos por ele que iam além do carinho de amigo.

  — Por falar em Liam... Onde está meu primo querido? - Bastaram as palavras saírem dos lábios da moça, que olhos avelã e bochechas cheias adentraram à sala, fazendo ambas sorrirem em direção ao homem.

  — Liam! — Helena o cumprimentou com um abraço apertado, sendo retribuída na mesma intensidade. Deu um beijo estalado na bochecha do primo, fazendo o mesmo sorrir em resposta.

  — Quanto tempo, Helena. Nem parece mais a garotinha que brincava de pique-esconde comigo — Brincou Payne, fazendo a mulher rir e retribuir o elogio. Algo em forma de: você também está muito bem, Lee. Vejo que continua um bom partido para as moças das redondezas.

  — Então, quer tomar um café, um chá? — Liam ofereceu, mas Helena negou.

  — Bem, Liam, eu na verdade vim lhe fazer um convite — Liam assentiu, indicando que ela continuasse — Faz tempo que não cavalgo, e como me disseram que você tem um dom para tal — piscou para Nicola, que lhe sorriu, olhando a cena — eu vim lhe chamar para um passeio. O que acha?

  — Fabuloso! — Liam glorificou — Nicola, fale para Margô preparar uma cesta de piquenique.

  — Claro — Nicola piscou para Helena.
 
***

— Vejo que continua tão bom quanto me lembro, Liam — Ela falou, olhando para o homem que descia de seu cavalo. Estavam longe da propriedade dos Payne, em um lugar calmo e gramado, perfeito para um piquenique a dois.

  — Você também anda praticando, Helena? — Liam falou, tentando agradar a prima e parecer simpático.

  — Não muito... Acho que herdamos o talento de família — Sentou-se na toalha xadrez que Liam estendeu sobre a grama, olhando fixamente nos olhos cor de caramelo.

— Talvez... Se contarmos que passei sete anos sem montar — O homem sorriu, observando como a mulher tentava a todo custo se sentar de uma maneira comportada, porém sensual, para que chamasse sua atenção.
 
  Helena ia partir os lábios para falar algo, no entanto, Liam ouviu seu cavalo relinchar. Qualquer dono ignoraria o barulho, sobretudo Liam era zeloso em demasia com seu cavalo, sendo assim, proferindo:

  — Acho que irei levá-lo para tomar um pouco de água no riacho. Se importa de ficar e tomar conta da comida enquanto não volto? — Helena negou, sorrindo sem dentes.

  Liam foi segurando seu cavalo pela rédia, andando em meio às árvores, volta em meia pisando em alguns galhos, fazendo um barulho um pouco horripilante. Estava próximo demais do riacho — onde se encontrava uma linda cachoeira — podendo avistar todo ele, o que não contava, entretanto, era um corpo alvo, de costas, desnudo...

  Podia ver nitidamente a água descendo sobre o corpo esguio, enquanto suas mãos jogavam o líquido sobre si. Lavava seu corpo de forma lenta e sensual, por mais que não fizesse idéia daquilo. Liam engole em seco, observando vidrado a forma como as mãos pequenas iam se esfregando pelos ombros, descendo pela cintura marcada e findando em suas coxas grosas. Os longos cabelos estavam molhados, escorrendo por sua nuca, parando no início de seu traseiro.

  Sentiu uma fisgada em seu ventre ao observar aquela cena erótica e deleitosa. Tudo só piorou quando o mesmo se abaixou para, enfim, pegar suas roupas na margem. Liam lambeu os lábios, imaginando automaticamente cenas sujas em sua mente. Estava em transe, totalmente inerte...

  Quando a garota então virou-se para a direção do Payne mais velho, Liam tratou de esconder-se o mais rápido possível entre as folhas soltas das árvores.

  Ele acabou por não dar água para seu cavalo e voltar para o encontro de Helena com algo lhe incomodando em suas pernas.

***
 — Rosy! Rosy! Rosinha! — A velha mulher direcionou seu olhar ao ser saltitante que havia acabado de entrar em sua pequena loja, fazendo-a rir maternalmente.

  Orion era fascinante.

  Também, pudera, com pouco menos de 1m57cm de altura, — Baudelaire teimava em dizer que era 1m70cm — Seus olhos azuis brilhantes e que transbordavam inocência e pureza, eram pecaminosos em demasia, juntamente com os lábios rosados e levemente cheios e o corpo escultural que tinha acabado de se formar.

  Orion era a descrição da beleza humana. E não era atoa que a mesma que deixava todos babando por onde passava.

  — Minha menina! — Abriu os braços para a pequeno, que se acolheu nos mesmo, apertando o corpo gordinho da senhora contra si.

  — Eu acabei de chegar da casa do Sr. Hale. Homem estranho, eu hein — Sentou-se em um banquinho que ficava ao lado da cadeira de Rosy, detrás do balcão onde atendia os clientes — Ele ficou falando um monte de coisa. E também o coronel tava lá e ficou me olhando. Aquele homem me assusta, Rosinha — Fez bico, fazendo a senhora lhe dar um beliscão em seu braço. — Au! Malvada! Acha que a mãe não disse que a senhorita tinha falado sobre o filho do coronel e — Orion foi cortada por uma voz rouca.

  — Aqui estão. Pode me dizer quanto custa tudo? — Orion sentiu a ponta de seus dedos gelaram de repente. O ar pareceu ficar mais pesado. Payne não se encontrava em uma situação diferente. A cena de ontem pela tarde não saia de sua cabeça e aquilo estava lhe atormentando, de certa forma.

  — Dez libras — Orion olhou as duas caixas de chocolates que estava nas mãos do de olhos castanhos. Baudelaire lambeu os lábios ao olhar os doces, suspirando. Voltando a ficar desconfortável. Ela nem ao menos notou quando Payne abriu uma das caixas, tirando de lá um doce em formato de um pequeno coração. — Er... Tome — Estendeu para a pequena, que arregalou os olhos.

  — Tá falando comigo? — A menor falou surpresa, fazendo Liam soltar uma risada abafada.

  — Sim, tome. Estou lhe dando, aceite — Temerosamente, a menor levou a pequena mão até o doce, pegando o mesmo. Orion olhou em expectativa para o simples coração, sorrindo em seguida.

— Obrigada, Sr... — Deixou a pergunta no ar. Orion era esquecida, não a julguem.

— Payne, Orion. Mas me chame apenas de Liam. E senhora, aqui está seu dinheiro — Quando se virou, sorriu em encanto ao ver os cantos da boca do menor repletos de chocolate, enquanto sua mandíbula trabalhava em mastigar o doce. Liam não poderia achar fato mais adorável do que a menor esperar que ele olhasse em outra direção para poder devorar o chocolate.

  — Obrigada, Liam — Sorriu tímida, ainda com a boca um pouco cheia. — É grudento — Orion gargalhou, limpando o canto de seus lábios com as mãos. Os olhos de Liam brilhavam com tamanha ingenuidade e infantilismo.

  — Senhora, Orion pode falar comigo um instante? — Orion voltou a arregalar os olhos com a pergunta do maior.

  — Claro. Vá, Orion. vá — Empurrou a menor, que foi, mesmo espantada.

  Acompanhou o maior até detrás de uma das prateleiras da loja de doces. O maior olhou um pouco para baixo, para poder fixar os olhos nos de Orion.

  — Pode ir pegar flores hoje à tarde — Liam foi direto. Orion engasgou com a própria saliva ao ouvir o que Payne havia dito.

  — E-eu

  — Não se envergonhe. Vá até a mansão e pergunte por mim. Irei com você até os campos e poderá pegar quantas flores quiser. Pra quem que são mesmo? — Estreitou os olhos castanhos, ainda segurando as caixas.

  — Minha mama — Sorriu.

  — Não esqueça. Basta perguntar por mim — Orion assentiu com um sorriso rasgando seu rosto.
  Liam foi para sair, mas virou em seus calcanhares: — A propósito... — Elevou os dedos grandes até o canto da boca da menor, limpando o resto de chocolate que havia neles.

***


  Tudo bem, Orion era uma garota teimosa.           

  Sua mãe havia lhe dito inúmeras vezes que não a queria andando pelas propriedades dos Payne — o que era uma coisa irônica, já que a cidade inteira, praticamente, pertencia a Geoff Payne — mas a de olhos azuis nunca obedecia.

  Quando Liam lhe convidou para ir ao campo de rosas com ele, Orion mal pôde acreditar. Era deveras estranho que um homem como aquele lhe tratasse como uma pessoa refinada, quando a reputação de seu pai não era das mais bem faladas da cidade. Mas, ao contrário de Geoff, todos falavam do filho do coronel. Aquele que voltou da capital e veio para pegar as rédias do negócio da família.

  Zayn que sempre falava dele. Quer dizer, digamos que o moreno conhecesse uma certa amiga que morasse na fazenda dos Payne e esta sempre lhe contava histórias de como o primogênito da família tinha um coração bom.         

  Lembrava-se das palavras do amigo: Orion, vai escondida, ue. Diz pra tia que você tá doente e sai pela janela. Sempre funciona com a mãe.

   Zayn não era um bom conselheiro em todo caso, mas tinha que confessar, há meses que o moreno saia escondido de Trisha e a mesma nunca descobriu nada. Aliás, ai de Malik se sua mãe sonhasse que o garoto estava se encontrando com garotas das redondezas. Segundo ela, Zayn ainda era novo demais para namorar e que ele sempre seria seu bebê.

  Arrastando os sapatos surrados pelo chão de terra, Orion continuava andando. O sol queimava seu rosto e a pequeno fazia uma careta para diminuir o impacto, era hábito. Faltava apenas poucos metros para que chegasse à porta dos Payne, mas aí ela pensou: ela deveria entrar pelos fundos. Pessoas do seu nível social não entram pela porta da frente.

  Meio tristonha, mas sem perder as esperanças, Orion foi até os fundos, vendo a porta aberta. Sem vergonha e esperto, a de olhos azuis adentrou o que parecia ser uma cozinha. Lá havia uma mulher de uns vinte anos e uma senhora já idosa, que cozinhavam o almoço. A menina arregalou os olhos quando elas olharam para sua figura parada frente a porta.

  — Oh! Quem é você, menininha? — A senhora perguntou. Tinha um sorriso reconfortante em seus lábios rachados, Orion sentiu-se segura para falar.

  — Orion, senhora — Abaixou o olhar, com medo da expressão que a mulher mais nova fazia. O olhava com certo desdém, como se não fosse ela que cortava legumes na cozinha dos Payne.

  — E o que faz aqui, Orion? — A senhora foi até a garota, a incentivando a entrar — A propósito, me chamo Margô. Está é Anna — Apontou para a ruiva que ainda a olhava estranho.

  — Prazer — Falou educada. Desde criança sua mãe lhe ensinara que deveria ter bons modo. Até mesmo com quem não os merecesse — E eu estou procurando Liam — A expressão de Anna, de desdém, foi para espanto, logo após reprimindo um risinho maldoso — Algum problema, senhorita? — Orion perguntou temerosa.

  — Nenhum. Fora o fato de estar vestida tão... — Levou os olhos azuis pelas vestimentas da garota, que não passavam de uma saia marrom, junto com uma blusa igualmente surrada e os sapatos velhos. Orion abaixou o olhar em tristeza.

  — Não ligue para ela, querida. É um demônio disfarçado em pele de anjo. — Orion sorriu com doçura para a mulher — Espere aqui, vou chamar o Sr. Liam pra você.

  — Quem quer ver o Liam? — Neste momento, uma voz aveludada adentrou a cozinha. Orion tremeu com o jeito que ela a olhava — Não sabia que estavam contratando criadas...

  — Esta é Orion, Senhorita. Ela está à procura do menino Liam — Margô tentou abafar o jeito mal educado e preconceituoso que Helena falava ao perceber os olhos azuis perderem o brilho.

  — E o que quer com ele, garota? — Chegou mais perto, empurrando Margô de uma forma até bruta, ficando frente a frente com Baudelaire.
 
  — E-ele me convidou para... Pegar rosas nos c-campos — A de olhos azuis estava com medo daquela mulher tão desafiadora.

  — Até parece que Liam andaria com gente do seu nível — Olhou para o corpo da garota, logo após voltando ao seu rosto. Seu corpo era belo e modelado. Tinha um quadril esbelto e coxas fartas. Seu rosto era igualmente encantador. Olhos azuis e nariz arrebitado. Sua boca era vermelha como uma fruta madura. Helena sentiu-se ameaçada — Está mentindo. Vá embora — Virou-se de costas, porém a voz aguda da garota foi ouvida.

  — E-eu não minto, Senhorita — Falou temerosa. Margô e Anna observavam a cena atentas. Anna sorria triunfante quando Helena falava em tom de arrogância com a camponesa.

  — Então quer que eu acredite que Liam Payne a convidou para colher rosas com ele nos campos? Poupe-me de suas ilusões, pequena mentirosa — Orion negava com a cabeça, enquanto Helena a olhava com soberba.

  — M-mas é a v-verdade. Eu não estou... — Orion estava assustada. Aquela mulher estava lhe aterrorizando.

  — Fora daqui. Gente do seu nível não é bem vinda na casa dos meus tios — Orion tinha lágrimas nos olhos e seus lábios tremiam.

  — Senhorita, ela parece ser uma boa menina. Deixe-a conversar com o Sr. Liam... — Margô pediu temerosa.

  — Cale-se, Margô. O assunto é com ela.

  — M-me desculpe, Senhorita. E-eu já vou embora — Orion recuava, abaixando a cabeça — Não vai se repetir. D-desculpe — E assim, a pequena Orion deixou o ambiente.

  — O que estão olhando? — Observou as mulheres espantadas — Ao trabalho!
 
***

  Liam se encontrava deitado em sua cama. Seus olhos miravam o teto enquanto conseguia coragem para se vestir. Esperava Orion para que pudessem ir colher rosas para a mãe da pequena e aquilo o estava deixando deveras ansioso.

  Vestido somente com um roupão de seda, o primogênito dos Payne pensava no rosto angelical e nas feições infantis. Parecia tão ingênua e sofrida. Deveria ter uma vida tão difícil... Não poderia conter a vontade de tomar a menor em seus braços desde que a viu se banhando na cachoeira. Sua pele alva era um convite ao pecado. Suas coxas, seus quadris... Ah, seus quadris... Liam tinha vontade de afundar suas mãos naquela carne farta e a encher de beijos enquanto deixava sua palma conhecer o corpo alheio.
 
  Com os olhos fechados, Payne sentia todas a sensações que imaginava em sua mente fértil. Imaginava a de olhos azuis embaixo de si, gemendo seu nome. Se imaginava corrompendo cada resquício de inocência que habitava seu corpo. E sim, imaginava sua boca tão linda em volta de seu membro, o levando a loucura.

  Com o coração acelerado e o lábio inferior preso entre os dentes, deixou que sua mão fosse guiada até seu membro duro como rocha, sentindo seus pensamentos. Só de lembrar das curvas do corpo alheio, sentia uma fisgada em seu ventre. Deslizou sua palma por todo o comprimento lentamente. Sua mão livre passeava por seu corpo, lhe proporcionando um prazer enorme. Aumentou os movimentos de acordo com que sua imaginação projetava.

  Orion de quatro, Orion de joelho, Orion embaixo de si, Orion lambendo seu pescoço. Tentou projetar a imagem perfeita de sua bunda, com base no que se lembrava. Deus, Liam estava ficando louco e cada vez mais excitado.

  Sua mão trabalhava rapidamente em seu membro, vez ou outra seu polegar lhe proporcionava uma autotortura quando espalhava seu pré gozo pela glande.

  Liam gemeu baixo e rouco, sentindo que estava prestes a gozar, quando ouviu batidas na porta.

  Sua mão se distanciou rapidamente. Liam amaldiçoou, quem quer que fosse que estivesse batendo ali. A pessoa era insistente, continuava batendo e não descansaria até que o Payne filho fosse até lá.

  Fechou novamente seu roupão, tentando ao máximo esconder sua ereção necessitada. Bufando, foi até a porta do seu quarto, dando de cara com quem ele menos gostaria de ver no momento. Liam até sentiu seu membro abaixar um pouco. Não que Helena não fosse atraente, mas ela não fazia o tipo de Payne.

  — Oi, primo! — Falou animada.

  — Oi, Hels — Sorriu sem dentes. — Não quero ser grosso nem nada, mas... O que faz aqui?

  — Só vim te avisar da novidade — O de olhos avelã franziu o cenho, fazendo-a continuar — Sua mãe me convidou para passar a noite aqui na fazenda. Sabe, descansar um pouco, passar um pouco mais de tempo com meus primos... O que acha? — Liam não poderia expressar o que realmente achava. Logo...

  — Acho muito bom, Helena. Agora, se me dá licença, preciso me vestir. Eu tenho um compromisso — Liam lhe sorriu, mas, ao invés de sair e deixá-lo sozinho, Helena continuou na porta.

  — Eu sabia que era mentira — A mulher sorriu.

  — Do que está falando? — O moreno franziu o cenho, não sabendo o que havia.
 
   — Ah, uma pobrinha que veio aqui agora a pouco — Desdenhou, fazendo Liam partir os lábios em incredulidade.

  Orion...

  — O quê? Agora a pouco? Ela ainda está aí? — O de olhos avelã se afobou.

  — Não, eu a mandei embora.

  — Você fez o que?! — Liam não acreditava em tamanha catástrofes.

  — É... Ela veio com uma conversa que você a convidou para colher rosas ou algo assim — Helena mantinha o sorriso orgulhoso no rosto, que logo fora quebrado pelas duras palavras de Liam.

  — Você está louca? O que ela disse era verdade. Você não pode está falando sério...

   — M-mas.. Liam, aquela garota pobre e...

  — Eu a peguei colhendo flores há alguns dias e fui muito mal educado com ela. Era uma forma de me redimir e agora ela só irá pensar mal de mim — Liam sentia-se sem saída.

  — Ela é a selvagem que te mordeu? — Liam assentiu afobado. Tirando o roupão sem se importar com a presença da prima e vestindo suas calças rapidamente. Logo após sua camisa e casaco, colocando seu chapéu em seus cabelos. — Me desculpe... — Helena falou. Estava irritada com aquilo. Liam iria mesmo sair com aquela... Coisinha.

  — Sabe se ela foi longe e em que direção? — Liam já se preparava para sair.

  — Ela... Foi na direção do rio, talvez, eu não sei.

  Liam ia saindo do quarto, quando algo lhe veio em mente.

  Nunca mais mande ninguém embora da minha casa sem o meu consentimento, fui claro? — Helena assentiu desconfortável.

  Liam mandou prepararem seu cavalo o mais rápido que pôde. Acharia Orion e faria o que fosse preciso para que ela o perdoasse.

***

  A pequena jovem arrancou a tulipa da terra pela última vez, levando-a de encontro com suas narinas e limpando as grossas lágrimas presente em seus olhos. Orion se sentira humilhada por aquela mulher, não que a menina não estivesse acostumada a ser vitima de palavras grosseiras, olhares enojados e expressões de puro ódio. Mas, aquela mulher tão desafiadora duvidara dela e simplesmente a expulsara da propriedade Payne.

  Jogou-se na grama e brincou com os dedos de seus pés — agora descalços — na terra escura, os raios de sol descenso sobre seu corpo e as lágrimas já paravam por cessar. O cheiro de grama sendo arrancada com brutalidade e o ruído dos cascos de cavalo em contado com a terra nua invadira sua audição, fazendo inclinar-se para trás e encontrar Payne sobre seu cavalo. Permaneceu em silencio, encarando-o enquanto o mesmo descia do animal com lentidão e retirava o chapéu de sua cabeça, encarando a menor como uma presa.


  — Orion, me perdoe por Helena, ela...

  — Não precisa fazer isso, Liam, eu já entendi qual é o meu lugar e nunca mais voltarei naquela mansão. — A pequena coçou os olhos, lutando contra as teimosas que se formavam ali e recolhendo o pequeno ramo de flores que havia feito.

  — Por favor, Orion, apenas escute, uh? — Liam pediu e a pequena selvagem cruzou os braços esperando que o mesmo começasse. — Em todos esses anos longe de casa, eu vi e convivi com pessoas de todos os tipos, cores e tamanhos, mas nunca... Eu nunca encontrei alguém como você, Orion! — O maior aproximou-se da menina e encarou bem fundo suas orbes piscina. — Você é fascinante, Orion. Tudo em você é viciante, já amo sua pele sem nem ao menos tocá-la, já amo seus cabelos sem nem ao menos cheirá-los, já amo seus lábios sem nem ao menos prová-los.  — Payne observou ao que os lábios de Orion entreabriram-se lentamente e seus olhos azuis brilharam como nunca antes.

  — Acha que irá me ganhar com palavras bonitas? — A menor limpou a garganta e juntou seus lábios em um beicinho abusado e infantil. Liam sorriu ladino com a cena adorável e agarrou o queixo de Orion, trazendo-o para mais perto até finalmente tocá-los em um selinho demorado e lento.

  — Me disseram um dia que AMAR é dar a vida a algo que está fora de você. E eu parei pra analisar e isso realmente faz sentido! — Liam sussurrou e Orion fez uma careta. O maior segurou a cintura da pequena selvagem e voltou a beijá-la, agora em um toque mais intenso. E assim, um amor difícil, bonito e indomável começava.

The End!

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2 comentários:

  1. PERFEITOOOOOOOOOOOO LINDOOOOOOOOOOO MARAVILHOSOOOOOO TEM QUE TER CONTINUAÇÃOOOOOOOOOOO POOOOOOOOOOOOR FAVOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR BEIJOS JUUH

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  2. Moça isso foi P-E-R-F-E-I-T-O demais!!! Amei sério.

    Queria saber se aceita afiliação?
    http://competitionfanfics.blogspot.com/

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