Before | Capítulo 7

sexta-feira, setembro 11, 2015 | | |

Narradora

 Assim que o último cliente levantou-se da mesa redonda e atravessou a porta de madeira fazendo com que o sino ecoasse por todo o local, Rose suspirou. Aproximou-se da mesa e retirou um prato retangular com pedaços e vestígios de Kanelbulle e uma simples xícara de café expresso. Ao fundo, era audível Reverie de Claude Debussy em um volume baixo e agradável ao ouvido de todos, menos aos de Rose. Por algum motivo a menina sentia arrepios ao ouvir essa canção. Era triste e obscura.


 Rose terminou de colocar os pratos e talheres sujos no lava-louças e virou-se na direção da mulher ruiva. Juliet termina de bebericar seu chá gelado e folheava o jornal com certo interesse. Faltavam exatamente cinco minutos para o fim de seu expediente e a menina não podia estar mais ansiosa. - Senhorita Juliet...

- Sim, Rose? - a mulher perguntou voltando suas globes cinzentas para a figura da menina de cabelos presos e avental cinza.

- Eu, bom... posso ir? Faltam apenas cinco minutos e já terminei todas as minhas tarefas e as de Hugo.

- Oh, sim, querida. Havia me esquecido, pode ir sim, divirta-se e boa peça. - Juliet riu... excentricamente e gesticulou com as mãos algumas vezes, antes de descansa-la em seu queixo.

  A menina sorriu e encaminhou-se até os fundos da padaria. Retirou seu avental, dobrando-o logo em seguida e tateando seu bolso frontal da saia plissada cinza, a procura de seu celular. Encontrou e leu as mensagens rapidamente, enquanto guardava seu avental e procurava seus pertences. Eram duas de seu pai, avisando que estaria em Londres até o fim do dia, para mas uma reunião de negócios do Sr. Stylinson, e duas de um número desconhecido.

''Então você gosta de Hamlet?'' 11:03h

''Acho que se parece um tanto com Ofélia. Morreria de amor por um certo alguém, Rose?'' 11:08h

 E de repente, mais uma notificação aparece.

''Sei que já não esta trabalhando, não seja rude comigo!'' 12:50h

  Rose moveu seus dedos até a pequena animação de lixeira, com vulgo, deletar mensagens e suspirou profundamente excluindo todas as mensagens anônimas. Será que esse homem a conhecia? Ou melhor a perseguia? Soltou seus cabelos, arrumou-os com os ágeis dedos atrás de ambas orelhas e pegou em mãos seu casaco azul, certificando-se de fechar todos os botões de seu cardigã bege. Passou pela loja despedindo-se dos colegas restantes no local e logo a brisa gélida invadira quase que imediatamente as bochechas da jovem, que bufou ao perceber os efeitos do aquecedor do local onde antes se encontrava passar. Andou em passos largos até sua bicicleta e retirou as correntes que anteriormente a prendia. Guardou-a em sua bolsa tiracolo e montou na bicicleta, pedalando rapidamente para sua casa.

  Eram exatamente 13 horas e dez minutos quando Hemsworth, abriu a porta de sua casa e reencontrou o familiar cheiro da colônia masculina de seu pai e dos maravilhosos cupcakes que Ella, uma das empregadas da mansão Stylinson, lhes presenteava todos os domingos. Rose correu pelas escadas - que fizera ruídos, por conta da madeira gasta - em direção ao banheiro, banhou-se por pouco menos de quinze minutos e saiu do cômodo vestida em um roupão amarelo com desenhos de patinhos.

  Rose Hemsworth não era a típica garota que levava horas para se arrumar, sequer sabia como usar uma mascaras para cílios e todas essas outras baboseiras femininas. Entretanto, ela iria assistir a Hamlet. Rose não poderia simplesmente vestir mais um de seus cardigãs, limpar seus óculos fundo de garrafa e entrar em uma de suas saias compridas. Ela só queria se sentir bela por um único dia. Juntou o pouco de coragem que havia dentro de si e tocou a campainha da mansão Stylinson, sentiu seus dedos gelarem e sua garganta secar ao qua a porta abrira, revelando um Harry Stylinson totalmente atrapalhado com seu smoking negro.

- Ao que devo a honra de sua visita, bela dama? - Harry limpou sua garganta e jogou seu nariz para cima, pegou a mão pálida de Rose e beijou-a - a mão -, que assustou-se com o toque repentino, logo retirando sua mão de perto do 'cavalheiro', que mantinha um sorriso ladino ao depara-se com as vestimentas graciosamente fofas da menina.

- Onde está sua mãe? - Rose indagou sem encarar as orbes verdes que tanto a encantava. Stylinson levantou uma de suas sobrancelhas, em um perfeito arco, puxando Rose pelo braço, para que a mesma entrasse e logo fechando a porta com certa força.

- O que quer com minha mãe? - O encaracolado perguntou aproximando-se ainda mais de Rose, que sentira ambas respirações misturando-se. Ele estava perigosamente perto e Rose temia por isso. - Vamos lá, Hemsworth, você treme a cada mínimo toque, mon cher! - Tentou mover seus pés para trás, mas logo fora interrompida pela enorme porta, arrancando um sorriso sapeca de Harry, que tocou o pescoço quente da menina com o lábios, lambendo e beijando a pele cheirosa dali. Hemsworth partiu os lábios para manifestar-se, mais algo ou melhor alguém os interrompera.

- Harry, me ajude com... - Louis parou assim que percebera a presença de Rose. A menina estava vermelha, seus lábios mesmo partidos ainda eram bastante convidativos e Harry ao lado da garota, com uma expressão não muito boa no rosto. - Oh, Rose... - Arregalou os olhos ao notar que algo acontecia ali antes de sua presença. Louis entristeceu-se, franziu seu cenho e largou a gravata borboleta que antes seus dedos seguravam. - Desculpem-me. - Proferiu o de orbes cristalinas e pele morena, retirando-se rapidamente do local.

- Lou! - Rose chamou-o, arrastando seus pés para onde Louis havia sumindo e sendo interrompida pelos gigantescos dedos de Harry.

- Não ligue para ele, Rose. - Harry fez descaso ao irmão, voltando a aproximar-se da garota e sendo brutalmente empurrado em seguida. - Você é louca?

- Rose, querida! - Anne proferiu animadamente descendo as escadas prateadas. - Você também irá ao teatro Royal Shakespear? Há tempos não assisto à uma boa peça teatral. - Rose assentiu, sentindo o olhar de Anne percorre suas vestimentas.

- Sra. Stylinson, preciso de ajuda com... Isso! - A garota apontou para si e Anne riu abertamente.

***

  Anne arrastou a escova de cabelos sobre os fios lisos de Rose, penteando-os e passando a chapinha branca em seguida, meramente alongando o fio e dando-o mais movimentos. Hemsworth encara o quarto de Anne Stylinson com admiração, tudo em harmonia com o local e com a própria Anne. As paredes em um tom claro e aberto de marrom, as cortinas e roupas de cama em cor creme e os móveis em cor esbranquiçada. Em frente a um espelho gigantesco com luzes laterais, uma imensidão de maquiagem.

- Não sabe o quanto estou feliz em lhe ajudar, querida. - Anne sorriu para Rose, continuando a trabalhar em seu cabelo, fazendo ondas nas pontas dos mesmos. - Como nunca tive uma menina, sempre lhe vi como uma filha, Rose!

- Obrigada, Sra. Stylinson. - Rose agradeceu.

- Apenas Anne, minha querida. Sempre que me chamam de Sra. Stylinson, penso que minha sogra está atrás de mim. - Anne brincou fazendo com que gargalhadas explodissem pelo quarto.

  O pequeno e arteiro menino loiro entrou no quarto feito um foguete, correndo sobre o piso e rodeando as pernas da mãe. Niall tinha dois cupcakes nas mãos, outro na boca e mais três nos bolsos de seu paletó. Anne soltou seu equipamento na bancada a sua frente e descansou ambas as mãos na cintura, encarando-o com uma expressão de mãe zangada. O pequeno estava coberto por chantilly colorido e granulados de diferentes formas e cores. Rose oprimiu risadas.

- O que significa isso, Niall James Stylinson? - Anne perguntou e o loiro parou de mastigar o cupcake em sua boca. Niall grunhiu infantilmente e Anne suspirou fundo. - Rose, eu o levarei até o banheiro e tentarei salvá-lo. Deixei o vestido no closet, na esquerda, ira adorá-lo. - A menina sorriu agradecida pela bondade de Anne e assistiu ao que a castanha abandonava o quarto, junto a Niall e seus cupcakes.

  Rose sorriu minimamente e virou-se na direção do espelho. Estava incrivelmente bela. Com certa insistencia de Anne, a mais jovem permitiu-se ser maquiada e trocou seus óculos por lentes de contato. Harry tinha razão, as orbes de Rose eram brilhantes como uma lua cheia e castanhas como avelã. Suas bochechas carregavam uma natural tonalidade pêssego, a sombra perolada valorizava seu olhar e o batom cor de boca era quase imperceptível. Seus cabelos estavam mais brilhantes do que nunca e leves ondas formavam-se no fim deles.

  Engoliu o nó em sua garganta e mexeu seus pés até o closet de Anne, impressionando-se com tamanha grandiosidade. Havia 27 fileiras de sapatos e uma imensidão de roupas e cabides. Retirou seu roupão e encarou-se através do espelho largo que havia no local. Seu corpo estava vestido apenas por uma calcinha e Rose fitava suas curvas com confusão estampada no olhar. Desde quando estivera tão desenvolvida? E os seios tão grandes? E os...

 - R-Rose?

Continua...

Hi!Tudo bem com vcs minhas vidinhas? É com o coração na mão que venho pedir que me desculpem pela demora com o capítulo. Eu ando muito sem tempo e não quero de maneira nenhuma abandonar a fic, por isso venho pedir que tenham paciência comigo e com a Thami. Nós temos deveres para cumprir, estudos para concluir, cursos para cursar... O capítulo tá um pouco confuso e pequeno, eu sei e estou com vergonha de postar isso minhas goxtosas. Mas, o próximo será bem melhor... acreditem! Até amorzinhos!

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6 comentários:

  1. continuaaaaaaaaaaaaaaa logoooooooooo esta perfect estou amando minhas divas<3

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  2. Gente, meu ♥
    Que incrível *-*
    Como sempre eu não tenho mais nada para dizer, então, xau.

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  3. Continuaaaaaaaaa
    E continua tbm.
    A fic do professor styles
    E da Lola
    Está ótima a fic ou

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